CartaCapital

África faz história e tem nove seleções no ‘mata-mata’ da Copa do Mundo

Aumento na quantidade de seleções permitiu que o continente classificasse um número recorde de equipes

África faz história e tem nove seleções no ‘mata-mata’ da Copa do Mundo
África faz história e tem nove seleções no ‘mata-mata’ da Copa do Mundo
Amad Diallo celebra o gol que garantiu a vitória da Costa do Marfim e frustrou os equatorianos – foto: Charly Triballeau/AFP
Apoie Siga-nos no

Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Miami

Quatro seleções africanas, Gana, Argélia, República Democrática do Congo e Senegal, garantiram vaga entre os oito melhores terceiros colocados. A maioria, no entanto, avançou como segunda colocada de seus grupos: Costa do Marfim, Egito, Marrocos, África do Sul e Cabo Verde, a maior surpresa da competição até agora.

O arquipélago de dez ilhas na costa ocidental da África surpreendeu em sua primeira participação e se classificou com três empates, eliminando a tradicional equipe do Uruguai, uma das maiores decepções da fase inicial. A festa de torcedores e jogadores cabo-verdianos já marcou o torneio, com a imagem da comemoração vibrante no gramado do estádio em Houston.

Time africano pode estar no caminho da seleção brasileira

Na próxima fase, Cabo Verde terá um desafio ainda maior: enfrentar a Argentina, de Lionel Messi, artilheiro da competição até agora, com seis gols. O último foi marcado neste sábado, na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia. Apesar da força da atual campeã mundial, a delegação do pequeno país africano demonstra confiança, como destacou o técnico Bubista.

“Estamos aqui para demonstrar que podemos competir com qualquer equipe de nível mundial, com a nossa identidade e a nossa forma, isso é o mais importante”, disse. “Estaremos lá com orgulho e determinação para fazer um bom jogo e buscar a vitória que é o mais importante em um mata-mata”.

A Costa do Marfim também se classificou pela primeira vez para a segunda fase da competição e, caso o Brasil vença o Japão no jogo desta segunda-feira (29), poderá enfrentar os marfinenses nas oitavas de final, desde que a equipe africana supere a Suécia.

O treinador da Colômbia, Néstor Lorenzo, conheceu seu próximo adversário após o empate sem gols contra Portugal em Miami. Como primeira colocada do grupo K, a equipe sul-americana enfrentará Gana.

Torcedores opinam sobre as favoritas

“Hoje sei pouco sobre Gana porque havia 48 seleções e qualquer uma delas poderia ser nossa adversária, mas sei que é uma boa seleção. Conheço alguns jogadores que estão em bons clubes da Europa e, bem, vai ser um adversário difícil. Não há adversários fáceis, então tomaremos as precauções necessárias, mantendo sempre também a nossa identidade”, declarou.

“Este ano tem muitas equipes fortes: Inglaterra, França, Colômbia, Portugal também, e muitos times africanos também são muito bons”, afirmou uma torcedora colombiana na saída do estádio de Miami, após o empate sem gols entre Colômbia e Portugal.

“A França foi a que mais me impressionou. Alemanha e Espanha deixaram um pouco a desejar, mas é preciso ficar de olho, assim como na Inglaterra. A Argentina também. O Brasil melhorou, ainda bem. Vai ser uma fase de mata-mata interessante”, disse um torcedor brasileiro.

“Tem que ficar de olho nas surpresas também, como México e Estados Unidos. Agora a Copa está animando”, acrescentou outro.

Para o técnico Carlo Ancelotti, que comandará o Brasil contra o Japão na segunda-feira, o momento exige máxima concentração, pois uma derrota significa eliminação. “Agora é mata-mata, tem que ter coração forte”, afirmou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo