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Dispositivo Tasso aprovado pela Anvisa pode mudar a coleta de sangue
Sistema de autocoleta capilar permite obter pequenas amostras fora do laboratório e pode ampliar o acesso a exames, telemedicina e monitoramento remoto
A coleta de sangue é uma das etapas mais comuns da medicina diagnóstica. Ela ajuda a identificar doenças, acompanhar tratamentos e monitorar condições crônicas. Apesar disso, o procedimento ainda causa desconforto em muitas pessoas, principalmente crianças, idosos, pacientes com mobilidade reduzida e quem tem medo de agulhas.
Nesse cenário, a aprovação do dispositivo Tasso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária chama atenção. A tecnologia permite a autocoleta capilar de sangue, com pequena punção na pele e armazenamento da amostra em microtubos. Aqui explicamos como o sistema funciona, quem pode se beneficiar e por que ele se conecta à expansão da saúde digital no Brasil.
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O que é o dispositivo Tasso?
O Tasso é um dispositivo médico de uso único desenvolvido para coletar pequenas quantidades de sangue capilar. Em vez da punção venosa tradicional, feita com agulha em uma veia do braço, o sistema utiliza uma micropunção superficial associada a sucção suave.
A amostra é coletada em formato líquido e armazenada em pequenos tubos compatíveis com análises laboratoriais. Essa característica é importante porque facilita a integração com processos já usados por laboratórios, hospitais e centros de pesquisa.
Como a coleta funciona na prática?
O dispositivo é fixado na pele, geralmente na parte superior do braço, por meio de adesivo. Ao pressionar um botão, uma pequena lanceta faz a micropunção. Ao mesmo tempo, o mecanismo de vácuo suave ajuda o sangue capilar a entrar no microtubo.
Após a coleta, o tubo é tampado e enviado para análise conforme o protocolo indicado. O dispositivo usado deve ser descartado de forma segura. O processo costuma levar poucos minutos e foi pensado para ser mais simples do que a coleta tradicional.
A coleta com Tasso dói menos?
A proposta do dispositivo é reduzir o desconforto. Como a punção é superficial e não exige acesso venoso, a experiência tende a ser menos invasiva. A percepção de dor varia de pessoa para pessoa, mas a tecnologia foi desenhada para melhorar a aceitação do procedimento.
Esse ponto pode ser relevante para pacientes que evitam exames por medo de agulhas. Quanto menor a barreira emocional, maior pode ser a adesão ao acompanhamento médico.
Quem pode se beneficiar da autocoleta?
Pacientes que precisam de exames frequentes estão entre os principais beneficiados. Isso inclui pessoas com doenças crônicas, programas de monitoramento contínuo e tratamentos que exigem avaliações laboratoriais recorrentes.
A tecnologia também pode ajudar moradores de regiões distantes dos grandes centros. Em locais onde o acesso a laboratórios é limitado, a autocoleta pode reduzir deslocamentos e facilitar o envio de amostras.
Outro uso importante está em pesquisas clínicas. Estudos farmacêuticos e acadêmicos podem se beneficiar de coletas seriadas realizadas fora do ambiente hospitalar, desde que sigam protocolos técnicos e regulatórios.
Qual é a relação com telemedicina?
A telemedicina ganhou espaço nos últimos anos, mas ainda enfrenta um desafio: muitos exames continuam exigindo presença física em laboratório. A autocoleta pode reduzir parte dessa dependência.
Em um fluxo de saúde digital, o paciente passa por consulta remota, recebe orientação para coleta, realiza o procedimento em casa e envia a amostra para análise. O médico, depois, interpreta os resultados e ajusta o acompanhamento.
Esse modelo não substitui todos os atendimentos presenciais, mas amplia as possibilidades de cuidado híbrido. Ele pode ser especialmente útil para idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e pacientes em monitoramento de longo prazo.
O Tasso substitui a coleta tradicional?
Não. A tecnologia deve ser vista como complementar. Muitos exames ainda exigem volumes maiores de sangue, condições específicas de coleta ou presença de profissional de saúde. A coleta venosa convencional continuará essencial em grande parte da medicina diagnóstica.
O diferencial do Tasso está em situações em que pequenas amostras são suficientes e em que a conveniência da coleta remota faz diferença. A adoção dependerá dos exames validados, dos protocolos laboratoriais e da indicação profissional.
Por que coletar sangue líquido é importante?
Alguns métodos de microcoleta usam gota seca, em que o sangue é depositado em papel ou cartão. Esse modelo tem aplicações relevantes, mas pode exigir etapas adicionais de extração e processamento.
O Tasso trabalha com sangue líquido em microtubos, o que pode facilitar a análise em estruturas laboratoriais já existentes. Para laboratórios, essa compatibilidade é uma vantagem, porque reduz a necessidade de criar fluxos totalmente novos.
Quais cuidados o paciente deve ter?
A autocoleta exige orientação adequada. O paciente precisa saber onde aplicar o dispositivo, como manusear a amostra, como armazenar o material e como enviar ao laboratório. Higiene, prazo de envio e identificação correta são pontos fundamentais.
Também é importante lembrar que o uso deve seguir indicação profissional ou protocolo autorizado. Mesmo sendo mais simples, trata-se de um dispositivo médico, não de um item de uso livre sem acompanhamento.
O que a aprovação representa para o Brasil?
A aprovação pela Anvisa abre caminho para novas aplicações de coleta remota, medicina personalizada e acompanhamento descentralizado. Em um País com desafios de acesso à saúde, qualquer tecnologia capaz de reduzir deslocamentos e simplificar exames merece atenção.
Se for adotado com critérios técnicos, o dispositivo pode ajudar laboratórios, pesquisadores e serviços de saúde a criar modelos mais flexíveis de atendimento. Para o paciente, a principal mudança é a possibilidade de transformar um procedimento tradicionalmente associado a filas e deslocamentos em uma etapa mais simples, rápida e menos desconfortável.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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