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O que se sabe sobre as vítimas estrangeiras dos terremotos na Venezuela

Pelo menos 920 pessoas morreram. ONU estima haver mais de 50 mil desaparecidos

O que se sabe sobre as vítimas estrangeiras dos terremotos na Venezuela
O que se sabe sobre as vítimas estrangeiras dos terremotos na Venezuela
Registro em La Guaira, Venezuela, em 25 de junho de 2026, um dia após forte terremoto. Foto: Federico Parra/AFP
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O número de mortos nos dois terremotos que abalaram a Venezuela na quarta-feira 24 subiu nesta sexta-feira 26 para pelo menos 920, incluindo vários cidadãos estrangeiros.

Segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, há mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

Veja o que se sabe até agora sobre a identidade das vítimas de outras nacionalidades:

Dois brasileiros

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, país que tem fronteira com a Venezuela, informou que dois cidadãos do País — um homem e uma mulher — morreram na tragédia.

O governo anunciou que presta assistência consular aos familiares.

Vinte e oito portugueses mortos

O Ministério das Relações Exteriores de Portugal informou que um total de 28 cidadãos portugueses ou descendentes de portugueses morreram nos dois terremotos e que outros 85 estão desaparecidos.

Cinco espanhóis mortos e 119 não localizados

Pelo menos cinco espanhóis morreram e há 119 desaparecidos, indicou o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, revisando para cima o balanço.

Um balanço anterior indicava que havia quatro espanhóis mortos.

Em 1º de janeiro de 2026, 147 mil espanhóis residiam na Venezuela, segundo dados do Ministério das Migrações da Espanha.

Um ítalo-venezuelano

Um homem nascido em Caracas em 1970, cidadão venezuelano e italiano, morreu após o desabamento de um prédio no estado de La Guaira, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Roma calcula que quase 170.000 pessoas com passaporte italiano vivem na Venezuela.

Dois chineses

Dois cidadãos chineses foram confirmados entre as vítimas dos terremotos até a tarde de quinta-feira, informou a agência estatal de notícias Xinhua, que citou a embaixada em Caracas.

A representação diplomática publicou um comunicado na plataforma de mensagens WeChat no qual pede aos cidadãos chineses na Venezuela que “tomem precauções diante de desastres secundários provocados por réplicas e outros terremotos”.

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