Política

Coletivo de mulheres mobiliza pela aprovação do PL que criminaliza a misoginia

Para facilitar o contato da população com o Legislativo, o Movimento Mulheres Vivas disponibiliza uma ferramenta cujo objetivo é criar pressão imediata sobre os parlamentares.

Coletivo de mulheres mobiliza pela aprovação do PL que criminaliza a misoginia
Coletivo de mulheres mobiliza pela aprovação do PL que criminaliza a misoginia
Manifestante em Brasília durante o Levante Mulheres Vivas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Depois de aprovado por unanimidade no Senado Federal, o Projeto de Lei 896.23, que criminaliza a misoginia, está prestes a ser votado na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, até tentou engavetar a proposta esse ano, sob alegação de que o tema seria muito “polêmico” para o período eleitoral.

Apesar desse revés, a matéria continua na pauta e pode ser votada na próxima semana. Diante deste novo cenário, o coletivo Levante Mulheres Vivas faz um chamado à sociedade para pressionar os parlamentares a aprovarem o projeto.

Para facilitar o contato da população com o Legislativo, o movimento disponibiliza uma ferramenta cujo objetivo é criar pressão imediata sobre os parlamentares.

Trata-se de um site onde cada cidadã ou cidadão pode preencher rapidamente os dados e enviar um e-mail já pronto para 30 deputados de uma única vez. Não há limite de uso, ou seja, podem ser enviados e-mails para todos os 531 deputados federais.

De acordo com a atriz Rachel Ripani, co-fundadora do Levante Mulheres Vivas, a ideia da ferramenta é colocar o debate em um nível mais acessível e facilitar que pessoas não tão acostumadas à burocracia e à militância possam também participar de forma ativa. “Além dessa ação, nós promovemos um trabalho de letramento de gênero, porque o nosso objetivo é aproximar mulheres e homens comuns, que talvez não tenham tido nenhum contato com a militância política, mas sentem a necessidade de se expressar”.

A pressão popular neste momento é fundamental, acredita a ativista. “Se não aprovarmos esse projeto agora, talvez não haja outra oportunidade tão cedo, porque não sabemos como será o próximo governo.”.

No Senado, o projeto uniu senadores de diferentes espectros políticos. O desafio agora é conseguir o mesmo na Câmara, explica Ripani. “A defesa das mulheres não é uma pauta de direita ou de esquerda, é sobre direitos humanos e precisamos envolver toda a sociedade. 

Para participar da mobilização, basta acessar o link https://levantemulheresvivas.org/.

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