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Ex-conselheiro e agora crítico de Trump, John Bolton admite ter retido documentos secretos

Juiz impôs ao diplomata uma multa de 2,25 milhões de dólares (11,6 milhões de reais)

Ex-conselheiro e agora crítico de Trump, John Bolton admite ter retido documentos secretos
Ex-conselheiro e agora crítico de Trump, John Bolton admite ter retido documentos secretos
John Bolton, ex-conselheiro de Trump. Foto: Brendan Smialowski / AFP
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John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump antes de se tornar um crítico ferrenho do presidente dos Estados Unidos, admitiu, nesta sexta-feira 26, ter retido documentos secretos.

O diplomata, de 77 anos, se declarou culpado de reter os documentos perante um tribunal federal de Maryland como parte de um acordo no qual a Promotoria recomendará uma pena de prisão de não mais que cinco anos.

Questionado pelo juiz Theodore Chuang sobre sua culpabilidade, Bolton respondeu: “Sim, vossa senhoria, e lamento”.

O juiz impôs uma multa de 2,25 milhões de dólares (11,6 milhões de reais).

Bolton, um dos críticos de Trump que se tornou alvo da Justiça desde que o republicano voltou à Casa Branca, no começo de 2025, foi indiciado em outubro passado de 18 acusações de transmissão e retenção de informações de defesa nacional de alto sigilo.

A Justiça denunciou Bolton por ter “abusado de seu cargo de assessor de segurança nacional, ao compartilhar mais de mil páginas de documentos” com duas pessoas de seu entorno sem permissão para acessar este tipo de informação.

Segundo a imprensa local, as duas pessoas com as quais ele teria compartilhado a informação seriam sua esposa e sua filha.

Aparentemente, o material foi usado posteriormente em um livro escrito por Bolton no qual criticava abertamente Trump e seu governo.

O diplomata veterano aparece com frequência na mídia dos Estados Unidos, mostrando-se implacável com Trump, a quem tachou de “inapto para ser presidente”.

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