Política
O que pensa a nova líder do governo no Senado sobre o fim da escala 6×1
Teresa Leitão chega na liderança com o desafio de fazer andar o projeto que prevê a redução da jornada de trabalho
Anunciada nesta quinta-feira 25 como nova líder do governo Lula (PT) no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) tem como principal desafio apaziguar a relação do presidente com o líder do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e emplacar o projeto que acaba com a escala 6×1 na Casa Alta.
Em sua primeira declaração após o anúncio, a senadora apontou que trabalhar pelo fim da escala 6×1 será uma das suas prioridades na cadeira de líder e que vai atuar para a “construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro”.
A senadora, assim como boa parte dos caciques petistas, tem defendido publicamente o avanço da matéria. Em um pronunciamento no plenário do Senado no começo do mês, ela chegou a dizer que “o apoio da sociedade vai acabar com a escala 6×1”.
“A história demonstra que a ampliação de direitos não impede o crescimento econômico. Estamos falando, portanto, de mais qualidade de vida. Estamos falando de redução do adoecimento físico e mental. Estamos falando de maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, disse.
Apesar do tom otimista, Teresa trabalhará com um prazo apertado: em 17 de julho começa o recesso parlamentar. A avaliação no Palácio do Planalto é que a aprovação de matérias como o fim da escala 6×1 antes da pausa ajudaria o governo a encerrar o semestre com uma agenda positiva no Congresso.
Líder da bancada do PT, a senadora foi escolhida por reunir atributos considerados relevantes pelo Planalto. Além da relação de confiança construída com Lula e dirigentes petistas, não disputará mandato em outubro, o que lhe daria maior disponibilidade para se dedicar à negociação de pautas do governo.
A escalação de Teresa ocorre em meio ao desgaste enfrentado por Jaques Wagner (PT-BA) após a operação da Polícia Federal que o incluiu entre os investigados no caso do Banco Master. A PF investiga se ele teria trabalhado em favor de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro e de Augusto Lima.
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