Política
Lula confirma Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado
Ela assume o cargo após a saída de Jaques Wagner, investigado pela Polícia Federal no caso Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta-feira 25, a indicação da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para comandar a liderança do governo no Senado. Ela assume a cadeira que era ocupada por Jaques Wagner (PT-BA), que renunciou na quarta-feira 24, pressionado pela inclusão de seu nome entre os investigados no Caso Master.
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, escreveu Lula, em mensagem postada nas redes sociais.
Também pelas redes sociais, a senadora agradeceu a Lula pela confiança, e disse ter conversado com o presidente na manhã desta quinta.
“Atuarei para fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro”, afirmou.
Teresa Leitão foi deputada estadual em Pernambuco por cinco mandatos, entre 2003 e 2022, ano em que disputou pela primeira vez a candidatura ao Senado e recebeu os votos de 46% dos eleitores do estado.
Líder da bancada do PT, a senadora foi escolhida por reunir atributos considerados relevantes pelo Planalto. Além da relação de confiança construída com Lula e dirigentes petistas, não disputará mandato em outubro, o que lhe daria maior disponibilidade para se dedicar à negociação de pautas do governo e à interlocução cotidiana com os líderes partidários.
Também pesou ao seu favor a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Figuras do governo atribuem à senadora parte dos esforços recentes para reduzir o desgaste entre Alcolumbre e o Planalto, especialmente após a crise provocada pela rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
A substituição ocorre em meio ao desgaste enfrentado por Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal que o incluiu entre os investigados no caso do Banco Master. A PF apura suspeitas de que o senador teria trabalhado em favor de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro e do empresário Augusto Lima, em troca de vantagens indevidas — acusações que ele nega.
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