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Maioria dos profissionais usa IA escondido pelo medo de ser substituído

Pesquisa do Wellhub mostra que parte dos trabalhadores teme parecer substituível ao revelar que usa inteligência artificial nas entregas

Maioria dos profissionais usa IA escondido pelo medo de ser substituído
Maioria dos profissionais usa IA escondido pelo medo de ser substituído
Profissionais escondem uso de IA no trabalho
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A inteligência artificial já mudou o padrão de produtividade dentro das empresas, mesmo sem estar plenamente implementada na rotina de trabalho. Segundo o estudo ROI do Bem-Estar 2026, do Wellhub, apenas 7% das organizações escalaram o uso da tecnologia para toda a força de trabalho. Mesmo assim, a pressão por desempenho aumentou entre os profissionais, o que expõe uma contradição no ambiente corporativo.

Na prática, a adoção de IA tem ocorrido de forma informal e desigual. Atualmente, 78% dos profissionais utilizam ferramentas próprias no trabalho, fora das diretrizes oficiais, enquanto 52% admitem hesitar em revelar esse uso em tarefas relevantes. O dado aponta para uma cultura organizacional que ainda não assimilou a tecnologia e que, em alguns casos, desincentiva o uso de forma indireta.

Profissionais criam nova divisão dentro das empresas

Esse comportamento cria uma divisão interna entre os profissionais. Quem adota IA mais cedo passa a operar com ganhos de produtividade, o que estabelece uma vantagem que independe de cargo ou tempo de empresa. Em vez de uma hierarquia formal, surge uma diferença baseada no acesso e no domínio prático da tecnologia.

Ao mesmo tempo, o uso da ferramenta carrega um risco percebido pelos próprios profissionais. Mais da metade dos trabalhadores, 53%, teme que recorrer à tecnologia em entregas importantes possa sinalizar que o cargo pode ser substituído. O resultado é um comportamento defensivo: a ferramenta é usada, mas não compartilhada com colegas ou gestores.

Silêncio entre profissionais trava aprendizado nas empresas

Essa dinâmica traz consequências diretas para as organizações. Ao limitar a troca de conhecimento entre os profissionais, as empresas perdem capacidade de aprendizado coletivo e deixam de aproveitar ganhos de eficiência em escala. Em vez de motor de mudança, a inteligência artificial passa a operar como recurso concentrado e, em parte, invisível dentro da rotina corporativa.

Para Andre Purri, CEO da Alymente, o debate já avançou para outra fase. “A pergunta não é mais se a IA vai mudar o trabalho. Isso já está em curso. A questão é quem estará preparado para acompanhar essa mudança e em que ritmo ela será distribuída na sociedade”, afirma.

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