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As 9 tendências de design e arquitetura para o morar em 2026

Em resposta ao cansaço provocado pelo excesso de tecnologia, arquitetura e design apostam em ambientes mais sensoriais, acolhedores e cheios de personalidade

As 9 tendências de design e arquitetura para o morar em 2026
As 9 tendências de design e arquitetura para o morar em 2026
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Por Clarissa Palácio

A essa altura, já dá para levar como fato que 2026 chegou na contramão do que se esperava quando pensávamos na constância dos avanços tecnológicos. E não devido a uma estagnação da indústria, mas por um fator que pegou especialistas, analistas e entusiastas da tecnologia de surpresa: praticamente todo o mundo passa por uma intensa fadiga tecnológica. Entre redes sociais que não desconectam nunca, inteligências artificiais cada vez mais invasivas e o lançamento de robôs inteligentes a torto e a direito, as pesquisas mais recentes sobre tecnologia e IA relatam dados, no mínimo, interessantes. 82% dos jovens entre 14 e 26 anos já fizeram ou gostariam de fazer um “detox digital” (ScuolaZoo/TheFork, 2025), 75% dos irlandeses acreditam usar o celular em excesso (Deloitte, 2026) e  54% dos americanos afirmaram estar cansados de ouvir falar sobre inteligência artificial (Talker Research, 2026).

Essa realidade é refletida em diferentes áreas do cotidiano. Na maior dificuldade em identificar o que é real e o que é artificialmente fabricado, na fuga das redes sociais para trabalhos manuais e nas tendências que permeiam o vestir, o cuidar e, claro, o morar. É nesse contexto que a Brastemp desenvolveu o Design Trends Overview, manual de tendências que vão guiar a arquitetura e o design de interiores em 2026. Apresentado na última segunda-feira (15) em um talk exclusivo na CASACOR São Paulo 2026, os dados chegam como novidade ainda não divulgada ao mercado.

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A conclusão apresentada foi um movimento dividido em dois pilares:

  1. Comfort – Design nostálgico, rústico e calmante.
  2. Joy – Design expressivo, ousado, divertido e colorido.

Que, combinados, representam o chamado Thoughtful Expression: a mistura do minimalismo com informações mais interessantes, elaboradas; a construção do design em camadas e com enfoque à narrativa que cada espaço quer trazer para o lar. Para chegar a essas conclusões, a equipe de design da Whirlpool realizou uma investigação que combinou observação de campo em feiras e eventos internacionais, especialmente na Europa e na Ásia, além da análise de plataformas especializadas em comportamento, arquitetura e design. A partir desse material, a empresa realizou uma curadoria dos sinais considerados mais relevantes para o futuro do morar. Além da lista, a pesquisa resultou em pequenas mudanças na formulação de peças da marca, que agora integra essas tendências nos eletrodomésticos Brastemp.

A seguir, você confere as 9 tendências de 2026 para o morar – e como aplicar elas no seu lar:

1. Iluminação emotiva

Mais do que iluminar um ambiente, a luz passa a desempenhar um papel ativo na construção de sensações. Em 2026, a iluminação deixa de ser apenas funcional para se tornar uma ferramenta de expressão emocional, com intensidades, temperaturas e efeitos capazes de influenciar o humor e transformar a atmosfera dos espaços ao longo do dia. O objetivo é criar ambientes mais acolhedores, dinâmicos e adaptáveis às diferentes necessidades da rotina, aproximando o design de uma experiência sensorial.

2. Retorno das cores

Após anos de predominância dos tons neutros e das paletas discretas, as cores voltam a ocupar o centro das atenções. A tendência reflete uma busca crescente por identidade e autenticidade dentro de casa, incorporando tonalidades vibrantes e combinações menos previsíveis para transmitir personalidade. Mais do que um recurso estético, a cor passa a funcionar como uma assinatura do morador, trazendo energia, criatividade e um senso de encantamento para os ambientes.

3. Superfícies ativadas

Em uma era dominada pelas telas, cresce o desejo por experiências físicas e táteis. É dessa necessidade que surge o conceito de superfícies ativadas: materiais, revestimentos e acabamentos que convidam ao toque e despertam os sentidos. Texturas marcantes, relevos e padrões cuidadosamente planejados ganham espaço na decoração, transformando paredes, móveis e objetos em elementos que estimulam uma interação mais sensorial com o ambiente.

4. Decoração escultural

O minimalismo excessivamente limpo perde força para dar lugar a uma decoração mais expressiva e cheia de presença. Objetos decorativos, móveis e peças de design assumem formas esculturais, valorizando o trabalho artesanal, os volumes orgânicos e a riqueza dos materiais. A casa passa a ser vista como uma coleção de elementos com significado próprio, em que cada peça contribui para contar uma história e construir uma atmosfera única.

5. Brutalismo convidativo

Conhecido por suas formas robustas e imponentes, o brutalismo retorna em uma versão mais acolhedora. As linhas monolíticas permanecem, mas aparecem suavizadas por curvas discretas, superfícies brilhantes e acabamentos mais refinados. O resultado é uma estética que combina força e conforto, equilibrando a imponência arquitetônica com a necessidade contemporânea de criar ambientes visualmente impactantes sem abrir mão da sensação de acolhimento.

6. Branding dinâmico

Em sintonia com uma estética mais sofisticada e menos ostensiva, as marcas passam a adotar uma presença mais discreta nos produtos. Logotipos reduzidos, emblemas minimalistas e assinaturas visuais sutis substituem elementos de destaque excessivo. A proposta é valorizar o design do objeto em si, permitindo que ele se integre ao ambiente de forma mais harmoniosa, sem perder sua identidade ou reconhecimento.

7. Além do preto e branco

A clássica oposição entre preto e branco abre espaço para uma nova geração de neutros. Cinzas aquecidos, beges tingidos, marrons suaves e tonalidades intermediárias ganham protagonismo, criando composições mais complexas e acolhedoras. A riqueza visual surge não apenas pela cor, mas também pela combinação de texturas, acabamentos e nuances que adicionam profundidade aos ambientes sem recorrer a contrastes intensos.

8. Contraste suave

A tecnologia continua presente dentro de casa, mas de maneira cada vez mais discreta. Em vez de chamar atenção, ela se integra ao ambiente por meio de acabamentos foscos, superfícies metálicas suavizadas e elementos visuais menos agressivos. A tendência reflete o desejo de reduzir a sensação de excesso tecnológico, criando espaços em que inovação e conforto coexistem de forma equilibrada e quase silenciosa.

 9. Imperfeição artesanal

Em contraposição à estética excessivamente polida e produzida em massa, cresce a valorização do que carrega marcas humanas. Cerâmicas com acabamentos irregulares, materiais naturais, objetos feitos à mão e peças únicas ganham relevância por transmitir autenticidade. Mais do que uma escolha visual, a imperfeição artesanal representa a busca por narrativas pessoais dentro de casa, transformando os ambientes em reflexos das experiências, memórias e histórias de quem os habita.

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