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Irã promete cobrança firme das condições impostas aos EUA em acordo

O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as conversações diretas com os Estados Unidos não significam ‘aceitar seus pontos de vista’

Irã promete cobrança firme das condições impostas aos EUA em acordo
Irã promete cobrança firme das condições impostas aos EUA em acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump e o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf. Imagem: Andrew Caballero-Reynolds/AFP e ICANA/AFP
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O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta sexta-feira 19 que as negociações com os Estados Unidos continuarão limitadas pelas “linhas vermelhas” de Teerã.

“Como demonstramos ao longo das negociações anteriores, somos firmes no cumprimento das condições e das linhas vermelhas estabelecidas, assim como na defesa dos interesses da nação iraniana”, afirmou Ghalibaf em declarações publicadas pela agência de notícias oficial IRNA.

“Se o inimigo busca ser excessivo, nós demonstramos que nossos dedos estão no gatilho e não hesitamos em dar uma resposta esmagadora ao inimigo”, acrescentou.

Teerã e Washington assinaram um memorando de entendimento nesta semana para acabar com o conflito regional, iniciado com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Ghalibaf fez as declarações depois que o guia supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que aprovou o acordo entre Estados Unidos e Irã, apesar de ter uma “opinião diferente” sobre o tema, sem revelar detalhes.

Em uma mensagem lida na televisão estatal, Khamenei afirmou que as conversações diretas com os Estados Unidos não significam “aceitar seus pontos de vista”.

Em resposta à mensagem de Khamenei, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi afirmou que a política externa do país ficará responsável por proteger os “interesses do Irã e os direitos da nobre nação iraniana”.

O memorando de acordo, assinado pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e por seu homólogo americano, Donald Trump, abre um período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano e a suspensão das sanções, previsto no texto.

Não está claro quando começarão as negociações sobre um acordo final, menos ainda depois que a reunião programada para a Suíça nesta sexta-feira para a assinatura do memorando foi adiada.

O acordo estipula também o fim das hostilidades no Líbano, onde o movimento xiita Hezbollah, patrocinado pelo Irã, luta contra Israel desde 2 de março.

Teerã insiste que o conflito no Líbano deve ser encerrado como parte de seu acordo com Washington, mas as hostilidades prosseguem.

Israel anunciou nesta sexta-feira que atacou mais de 80 alvos e matou “dezenas” de membros do partido-milícia, depois da morte de quatro soldados.

“Em resposta às violações (do cessar-fogo) reiteradas e flagrantes por parte do Hezbollah, o Exército (…) atacou mais de 80 centros de comando terroristas” e outras instalações do movimento xiita, afirma um comunicado divulgado pelas Forças Armadas.

“Dezenas de terroristas do Hezbollah que operavam nos centros de comando foram eliminados”, acrescenta a nota.

A imprensa estatal libanesa informou que 18 pessoas morreram na madrugada de sexta-feira em ataques israelenses no sul do país.

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