Política

Por que Jaques Wagner deveria renunciar à liderança do governo no Senado, segundo deputado do PT

Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara, defende que o senador se afaste do posto para fazer sua defesa

Por que Jaques Wagner deveria renunciar à liderança do governo no Senado, segundo deputado do PT
Por que Jaques Wagner deveria renunciar à liderança do governo no Senado, segundo deputado do PT
O senador Jaques Wagner (PT-BA). Foto: Jefferson Rudy
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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) disse considerar que o senador Jaques Wagner (BA) deve renunciar ao posto de líder do governo Lula no Senado para evitar que as investigações sobre o caso Master chamusquem a gestão petista. O parlamentar baiano foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira 18.

Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de Jaques em Salvador (BA) e em Brasília (DF), no âmbito da investigação sobre as fraudes do banco de Daniel Vorcaro.

“Temos plena confiança no Jaques, o presidente Lula tem, o PT tem. Já que ele está sendo investigado e o governo não tem nenhuma relação com isso, a minha sugestão é que ele tome essa iniciativa por conta própria para fazer sua defesa”, disse Correia a CartaCapital. “Mesmo sabendo que o governo não tem nada a ver, é óbvio que isso será utilizado pelo bolsonarismo”.

De acordo com o deputado, que também é vice-líder do governo na Câmara, o afastamento também deixaria Lula “mais confortável”. “Provando sua inocência, ele volta [ao posto]. A gênese desse escândalo é o governo Bolsonaro. Então, acho que não podemos ficar na defensiva”, concluiu.

Em entrevista à BandNews, Wagner afirmou que continuará no posto até eventual decisão contrária de Lula. “Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou.

A batida policial foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator da investigação sobre o Master no Supremo Tribunal Federal. O documento registra que a PF apura uma suposta relação ilícita entre Wagner, Vorcaro e Augusto Lima.

De acordo com a PF, as suspeitas contra Jaques Wagner se concentram em três frentes:

  • A suposta aquisição, por meio de estruturas empresariais ligadas ao grupo investigado, de um apartamento de alto padrão em Salvador (BA);
  • repasses financeiros à BN Financeira, empresa vinculada ao núcleo familiar do senador; e
  • uma possível atuação no Congresso em temas de interesse do Banco Master, como mudanças nas regras do crédito consignado, propostas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos e discussões envolvendo a tentativa de aquisição do banco pelo BRB.

A investigação também cita mensagens, chamadas telefônicas, viagens em aeronaves particulares, e encontros entre Wagner e Augusto como indícios da proximidade entre eles.

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