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Presidente de Cuba defende ‘mudanças urgentes’ na economia para superar crise

Díaz-Canel pediu uma transformação que combine estabilização macroeconômica e incentivos para promover uma abertura produtiva

Presidente de Cuba defende ‘mudanças urgentes’ na economia para superar crise
Presidente de Cuba defende ‘mudanças urgentes’ na economia para superar crise
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba. Foto: Irene Pérez/Cubadebate
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A economia de Cuba, em profunda crise e submetida a um bloqueio de petróleo norte-americano, precisa de “mudanças urgentes”, declarou o presidente Miguel Díaz-Canel ao Comitê Central do Partido Comunista, em um discurso transmitido nesta quinta-feira 18.

“A realidade nos impõe mudanças urgentes e necessárias”, afirmou o chefe de Estado no discurso de encerramento de uma sessão extraordinária do comitê, que aprovou um pacote de reformas para ampliar a abertura econômica na ilha.

As reformas, propostas pelo governo e cujos detalhes completos ainda não são conhecidos, buscam abrir mais setores à iniciativa privada, atrair mais capital de cubanos no exterior, reduzir a participação do Estado e dar maior autonomia às empresas públicas.

Díaz-Canel reconheceu que “algumas não terão consenso absoluto, mas são impostergáveis”, segundo a transmissão da TV estatal.

O influente ex-presidente Raúl Castro já declarou apoio às reformas, e a Assembleia Nacional do Poder Popular se reúne em caráter de urgência nesta quinta-feira para aprová-las.

“Quando a vida do povo se torna tão dura, o primeiro dever do Partido Comunista e do governo revolucionário não é explicar melhor a crise, mas mudar o que for necessário para sair dela”, afirmou o chefe de Estado, que também é primeiro-secretário da legenda.

Díaz-Canel, que mencionou os exemplos de China e Vietnã, defendeu uma transformação econômica “profunda e ágil, executável no curto prazo, que combine estabilização macroeconômica, incentivos para estimular e promover uma abertura produtiva (…) e uma proteção social focalizada e efetiva”.

Também fez um apelo para “criar um ambiente institucional e normativo adequado para que as empresas e os trabalhadores sejam estimulados a produzir bens e prestar serviços de qualidade e com eficiência”.

“Há entraves que não vêm de fora, nem do bloqueio (americano). Há lentidão, burocracia, normas que freiam quem quer produzir e decisões que adiamos”, reconheceu.

As reformas são anunciadas em meio à política de pressão máxima do presidente Donald Trump sobre o país, submetido desde janeiro a um bloqueio de petróleo dos Estados Unidos.

Washington, que mantém um embargo contra Cuba desde 1962, não esconde seu interesse em uma mudança de modelo econômico e até político na ilha, situada a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida.

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