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O astronauta veste Prada 

A marca de luxo desenvolve partes cruciais dos trajes das missões Artemis

O astronauta veste Prada 
O astronauta veste Prada 
Foto: Reprodução/Reuters
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Parece ficção. A Prada, que tem preços estratosféricos, vai conquistar o espaço em parceria com a Axiom Space. A marca desenvolve partes cruciais dos novos trajes AxEMU­ para as missões Artemis, da Nasa. A iniciativa é menos uma curiosidade de moda e mais um sinal de reposicionamento estratégico do luxo na economia da tecnologia.

Do ponto de vista de negócios, a equação é clara: para a Axiom, contar com uma marca globalmente reconhecida agrega reputação, discurso aspiracional e atenção de mídia a um produto técnico por definição e invisível ao grande público. A Prada, por sua vez, ganha algo ainda mais valioso que um desfile, torna-se sinônimo de inovação em um setor de altíssimo prestígio, com barreiras de entrada gigantescas e contratos de longo prazo com governos e gigantes aeroespaciais.

O casamento entre moda e engenharia espacial dialoga com a nova lógica do ­branding, na qual a diferenciação não está apenas em coleções sazonais, mas em provar relevância em territórios do futuro. Se as roupas dizem quem somos, vestir o próximo passo da humanidade na Lua é um statement poderoso sobre onde a Prada quer estar na cadeia de valor global da inovação.

By Trussardi

A Trussardi, tradicional marca de enxovais de luxo fundada em 1898 no Brasil, acelerou uma guinada de estratégia ao ampliar o investimento em lojas próprias, reforçando presença direta no varejo físico e digital. A mudança consolida um movimento que começou com a abertura da primeira unidade conceito em São Paulo e já resulta em três endereços próprios, em praças estratégicas como a capital paulista e o Paraná, somando-se à distribuição em centenas de multimarcas pelo País.

Ao apostar em lojas monomarca, a empresa ganha maior controle sobre a experiência do consumidor, do storytelling de coleção ao padrão de atendimento, algo indispensável em um segmento em que textura, acabamento e sensação de conforto são decisivos na hora da compra. Lojas próprias também funcionam com uma exposição de marca gigantesca. E, claro, melhores margens e oportunidade­ de fixar preços de maneira mais ágil. Hoje, a Trussardi pertence à catarinense Karsten S.A., grupo têxtil que adquiriu a operação em 2010, agregando escala industrial e estrutura de distribuição a um nome historicamente associado à sofisticação artesanal.

São João no bolso

Os produtos típicos das festas juninas ficaram ligeiramente mais baratos para o consumidor paulista este ano, segundo levantamento da Associação Paulista de Supermercados, calculado a partir do Índice de Preços dos Supermercados em parceria com a Fipe. A cesta junina, formada por cerca de 40 itens como doces, bolos, vinho tinto, leite, milho e derivados, registrou queda média de 4,62% nos últimos 12 meses até maio, movimento que contrasta com altas observadas em anos anteriores.

Entre os produtos que mais contribuí­ram para o alívio no bolso destacam-se o arroz, com recuo de 15,58% no período, a maçã, que caiu 5,13%, além da farinha de trigo (-3,12%) e do leite condensado (-0,38%), insumos básicos de receitas típicas como arroz-doce, bolos e sobremesas. Na direção oposta, itens como leite ainda registram variações positivas no curto prazo, o que mantém alguma pressão sobre a cesta, embora em ritmo menor que o índice geral de preços dos supermercados.

Elétrico barato

O Emova Easy chega ao mercado como o carro elétrico mais barato do Brasil, com preços entre 69.990 e 75.990 reais, rompendo a barreira dos 100 mil que ainda domina o segmento de veículos eletrificados. A proposta da E-Motors é usar tecnologia elétrica simplificada para entregar um city car essencial, focado em uso urbano e frotas, sem os mimos que encarecem a maioria dos elétricos de passeio.

Fabricado pela chinesa JMEV, ligada ao Grupo Jiangling (JMCG) e parceira da Renault, o modelo chega ao Brasil por meio da E-Motors, que representa a marca no País. Na comparação com outros elétricos, o Emova Easy custa até 30 mil reais a menos que o Renault Kwid E-Tech e 50 mil abaixo de modelos de entrada de marcas como a BYD. A estratégia de negócios da E-Motors/JMEV é ocupar um espaço quase vazio, o de elétrico zero quilômetro com preço de carro popular, mirando principalmente frotistas, autoescolas, órgãos públicos e motoristas urbanos que rodam muito e buscam previsibilidade de custos. O preço competitivo também gera a oportunidade da experiência de entrada no setor e educa o consumidor a fazer as contas das vantagens de carregar a bateria sem enfrentar as oscilações dos preços da gasolina. •

Publicado na edição n° 1418 de CartaCapital, em 24 de junho de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘O astronauta veste Prada ‘

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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