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Remoção do nome de Trump do Kennedy Center começa após decisão judicial

A obra acontece depois que um juiz federal rejeitou um pedido de última hora que pretendia impedir a retirada do nome do presidente republicano

Remoção do nome de Trump do Kennedy Center começa após decisão judicial
Remoção do nome de Trump do Kennedy Center começa após decisão judicial
Foto: Alex Wroblewski/AFP
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Os trabalhos para retirar o nome do presidente americano Donald Trump da fachada do centro de artes Kennedy Center, em Washington, começaram neste sábado 13, em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal. Um toldo branco escondia grande parte do nome do edifício, enquanto as obras prosseguiam no local.

A obra acontece depois que um juiz federal rejeitou um pedido de última hora do conselho de direção do Kennedy Center, controlado por Trump e seus aliados, que pretendia impedir a retirada do nome do presidente republicano. O Kennedy Center já havia retirado o nome de Trump de seu site, mas ele seguia na fachada na madrugada de sábado.

A remoção do nome havia sido adiada devido a “tempestades que representavam riscos para a segurança dos trabalhadores”, explicou o diretor-executivo do Kennedy Center, Matt Floca.

Trump, depois de colocar seus aliados à frente do conselho que comanda a instituição, havia acrescentado em dezembro seu nome ao do presidente democrata assassinado John F. Kennedy para rebatizar o local como “Trump Kennedy Center”.

Mas o juiz Christopher Cooper ordenou, em 29 de maio, a retirada no prazo de duas semanas de qualquer referência “ao presidente Trump ou a qualquer pessoa diferente do presidente Kennedy” do edifício, no site do Kennedy Center ou em qualquer material vinculado à instituição.

Cooper ressaltou que apenas o Congresso tem a competência para alterar o nome da instituição. Na quinta-feira, o conselho de direção e o Departamento de Justiça solicitaram a Cooper que suspendesse a execução de sua decisão. O juiz rejeitou o pedido na sexta-feira.

A mudança de nome havia sido contestada pela família do presidente Kennedy e pela oposição democrata, que questionavam sua legalidade. Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tenta impor seu nome e imagem em espaços oficiais, rompendo com a tradição política americana.

Cooper também suspendeu a ordem de Trump de fechar o Kennedy Center por dois anos para reformas, que deveriam começar em julho. O juiz autorizou, no entanto, a continuidade das obras de reparo previstas, cuja “necessidade parece evidente”, e destacou que não se oporia a uma nova decisão de fechamento se esta fosse tomada após uma avaliação minuciosa dos prós e contras.

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