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Justiça da Colômbia libera que candidato de extrema-direita use símbolos nacionais
A decisão ocorre em plena campanha presidencial para o segundo turno de 21 de junho, no qual o advogado enfrentará o senador de esquerda Iván Cepeda
A Suprema Corte de Justiça da Colômbia suspendeu nesta sexta-feira 12 a decisão de um tribunal que havia proibido o candidato presidencial de extrema-direita Abelardo de la Espriella de utilizar símbolos nacionais e seu característico lema “firmes pela pátria”.
O advogado de 47 anos costuma utilizar a saudação militar das Forças Armadas e insígnias nacionais em comícios políticos, repletos de bandeiras da Colômbia e camisetas da seleção colombiana de futebol.
Um tribunal de Bogotá havia ordenado nesta semana que a campanha retirasse “toda aquela propaganda política” que utilizasse a bandeira da Colômbia, a saudação e os emblemas militares, ou que fizesse alusão aos órgãos de segurança do país.
Mas a Suprema Corte ordenou “suspender com efeitos imediatos” essa proibição, como medida urgente enquanto os magistrados analisam um recurso solicitado pelo candidato.
A decisão ocorre em plena campanha presidencial para o segundo turno de 21 de junho, no qual o advogado enfrentará o senador de esquerda Iván Cepeda.
De la Espriella já havia anunciado sua intenção de não obedecer a essas decisões judiciais.
“Querem nos proibir basicamente toda a campanha”, disse esta semana na rede social X.
Na quinta-feira, uma juíza de Bogotá revogou outra medida contra De la Espriella que restringia o uso da camisa da seleção de futebol, diante de uma suposta “falta de clareza” da decisão inicial, que gerou um “cenário de incerteza jurídica”.
A esquerda acusa o candidato de extrema-direita de se apropriar da peça de vestuário, nos moldes do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.
A Colômbia elegerá o sucessor de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país, em meio à pior onda de violência da última década.
Admirador do americano Donald Trump, De la Espriella promete mão dura contra o crime e austeridade para reduzir os gastos públicos.
Por sua vez, o esquerdista Cepeda propõe manter um Estado com forte investimento social e dar continuidade aos diálogos de paz com os grupos armados impulsionados por seu aliado Petro.
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