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Como os votos do exterior impulsionam Fujimori no 2º turno do Peru
A disputa segue acirrada, mas Keiko mantém vantagem sobre Roberto Sánchez
A liderança de Keiko Fujimori (direita) na disputa de segundo turno pela Presidência do Peru contra Roberto Sánchez (esquerda) se deve aos votos no exterior. Na votação em território peruano, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori está em desvantagem.
Às 11h35 desta sexta-feira 12, Keiko tinha 9.036.046 votos no total (50,004%), contra 9.034.743 de Sánchez (49,996%). Essa contagem — a que realmente importa para declarar o vencedor — engloba votos do Peru e de outros países. Até a publicação deste texto, 98,2% das atas haviam sido contabilizadas.
Considerando apenas o cenário no Peru, o candidato de esquerda amealhava 8.928.405 votos (50,216%), enquanto a postulante de direita registrava 8.851.611 (49,784%). No exterior, a situação se inverte: Keiko tinha 184.435 votos (63,429%), contra 106.338 (36,571%) de Sánchez. Neste caso, chegavam a 94,5% as atas apuradas.
Entre os países americanos — com exceção do Peru —, apenas Cuba deu vitória a Sánchez no segundo turno, embora o universo fosse de apenas 16 votos totais. No Brasil, com 97,7% da apuração concluída, a direita liderava por 2,769 votos (55,692%) a 2.203 (44,308%).
Apesar do alto índice de urnas apuradas, o resultado final ainda pode demorar cerca de duas semanas, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais.
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