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Inflação desacelera em maio, mas volta a superar teto da meta nos últimos 12 meses
A alta dos alimentos e da conta de luz pressionou o IPCA, que ficou em 0,58% no mês; índice acumulado em um ano chegou a 4,72%
A inflação oficial do País perdeu força em maio, mas voltou a ficar acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira 12 pelo IBGE, o IPCA avançou 0,58% no mês, abaixo dos 0,67% registrados em abril. Ainda assim, o resultado levou a inflação acumulada em 12 meses para 4,72%, acima do limite de 4,5% estabelecido pelo sistema de metas.
O principal fator de pressão veio do grupo de alimentos e bebidas, que registrou alta de 1,33% e respondeu por cerca de metade do resultado mensal. Entre os produtos que mais subiram estão batata-inglesa, tomate, cebola e carnes. De acordo com o IBGE, a menor oferta de alguns alimentos e o aumento dos custos de transporte ajudaram a impulsionar os preços.
Outro destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e teve o maior impacto individual sobre o índice. O aumento refletiu reajustes tarifários em diferentes regiões do País e a adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra nas contas de luz.
Na direção contrária, o grupo de transportes foi o único a apresentar queda em maio. O recuo foi puxado principalmente pelos combustíveis, com redução nos preços do etanol, da gasolina e do óleo diesel.
Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026. O retorno do índice para acima do teto da meta ocorre pela primeira vez desde outubro do ano passado.
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