Cultura
David Hockney, grande figura da arte contemporânea, morre aos 88 anos
O artista ganhou destaque na década de 1960, e seguiu trabalhando e reinventando suas técnicas por décadas depois
O britânico David Hockney, considerado uma das figuras mais influentes da arte contemporânea, morreu na noite de quinta-feira 11 aos 88 anos, anunciou a agente do artista nesta sexta-feira.
Depois de descrevê-lo como “uma das figuras mais importantes da arte contemporânea tanto no século XX como no XXI”, Erica Bolton, diretora da agência que o representava, informou em um comunicado que Hockney “faleceu em paz em sua casa” na quinta-feira, um mês antes de completar 89 anos.
Hockney deixa uma obra gigantesca e vibrante em cores, que vai das paisagens verdes de sua Inglaterra natal até as piscinas turquesa da Califórnia.
Figura da pop art dos anos 1960, o artista britânico se destacou pela capacidade de reinvenção constante, dominando primeiro as técnicas acadêmicas antes de apropriar-se das novas tecnologias, com obras elaboradas em iPad depois dos 70 anos.
A criatividade excepcional do britânico foi o foco da maior exposição dedicada à sua obra, em 2025, na Fundação Louis Vuitton, em Paris, da qual Hockney participou ativamente.
“Sua carreira de sete décadas e sua obra prolífica foram caracterizadas por sua abordagem multimídia na criação de imagens, por uma reflexão intelectual sobre a natureza da representação e da perspectiva, e por um compromisso contínuo em celebrar e retratar o mundo ao seu redor”, afirma o comunicado de sua agente.
“Ele deixa o seu parceiro e companheiro de longa data, Jean-Pierre Gonçalves de Lima, o sobrinho-neto Richard, que atuou como assistente de estúdio durante seus últimos anos, os irmãos Philip e John, assim como várias sobrinhas, sobrinhos, sobrinhas-netas e sobrinhos-netos”, acrescenta Erica Bolton no comunicado.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



