Economia

Proposta para financiar tarifa zero com royalties do petróleo avança na Câmara

A matéria, de autoria do deputado Jilmar Tatto (PT-SP), segue para votação em plenário

Proposta para financiar tarifa zero com royalties do petróleo avança na Câmara
Proposta para financiar tarifa zero com royalties do petróleo avança na Câmara
Tarifa zero em Luziânia (GO). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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Por unanimidade, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara aprovou na quarta-feira 10 um projeto de lei que abre caminho para destinar parte dos royalties do petróleo para financiar a implementação da tarifa zero no transporte público. A proposta, de autoria do deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), segue para votação em plenário.

O texto estabelece que a parcela dos royalties que superar 10% do valor da produção do petróleo será destinada ao financiamento do passe livre. No caso da exploração em regime de partilha de produção, o valor superior a 15% terá esta finalidade.

“A destinação de parte dos royalties da exploração do petróleo para custear a tarifa zero é medida estratégica, que assegura que a riqueza gerada por um recurso finito seja revertida em benefícios sociais concretos e acessíveis a toda a população”, diz o petista.

A tarifa zero é uma bandeira de Tatto e deve ser incluída no programa de governo para um eventual novo mandato do presidente Lula (PT). A gestão petista chegou a estudar a adoção da medida antes das eleições, mas recuou por considerar que o tempo exíguo do calendário eleitoral, somado à agenda do governo no Congresso, dificulta a criação do que havia sido apelidado de “SUS do Transporte Público”.

Um dos estudos utilizados como referência por defensores da iniciativa estima que zerar a tarifa de ônibus no nível municipal representaria uma injeção de 60,3 bilhões de reais na economia. Outro levantamento, mais focado em impactos no Orçamento, calcula que o custo de transição poderia chegar a 90 bilhões de reais anuais.

Em maio, a Câmara aprovou, em votação simbólica, um projeto que cria o novo marco legal do transporte público coletivo urbano no Brasil. Com o texto, encaminhado à sanção presidencial, o governo federal amplia sua participação no custeio do transporte coletivo, atualmente concentrado principalmente nas tarifas pagas pelos passageiros e nos subsídios locais de estados e municípios.  

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