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Ministro britânico da Defesa renuncia por falta de acordo com Starmer sobre investimento militar

John Healey afirmou que o governo não mobilizou os recursos necessários para defender o país em período de ‘ameaças crescentes’

Ministro britânico da Defesa renuncia por falta de acordo com Starmer sobre investimento militar
Ministro britânico da Defesa renuncia por falta de acordo com Starmer sobre investimento militar
O agora ex-ministro britânico da Defesa, John Healey (à direita na foto), ao lado do primeiro-ministro Keir Starmer, em foto de 20 de março – foto: Oli Scarff/Pool/AFP
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O ministro britânico da Defesa, John Healey, anunciou nesta quinta-feira 11 sua renúncia ao cargo, alegando divergências com o primeiro-ministro, Keir Starmer, sobre o nível de investimento previsto para as Forças Armadas nos próximos anos.

Em carta publicada na rede social X, Healey criticou a falta de recursos destinados ao setor. “O senhor não foi capaz, e o Ministério das Finanças não quis mobilizar os recursos de que a nação precisa para defender o país neste período de ameaças crescentes”, escreveu.

A decisão ocorre após sucessivos adiamentos da Estratégia de Investimento em Defesa (DIP, na sigla em inglês), documento que deverá estabelecer as prioridades e o financiamento militar da próxima década. Segundo relatos divulgados pela imprensa britânica, os valores previstos ficaram abaixo das expectativas do Ministério da Defesa.

A saída do ministro aumenta a pressão sobre Starmer em um momento politicamente delicado. O premiê enfrenta questionamentos internos e se prepara para uma eleição suplementar considerada importante para a estabilidade de sua liderança.

Healey afirmou ter analisado a versão final do plano e concluiu que ela não atende às necessidades estratégicas do Reino Unido. Segundo ele, a proposta “fica muito abaixo do necessário para a defesa e para o país neste momento perigoso”.

O ex-ministro advertiu ainda que a falta de recursos poderá comprometer a prontidão militar, elevar riscos operacionais e reduzir a capacidade do país de responder a ameaças futuras.

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