Do Micro Ao Macro

Creative Strategist: a carreira movimenta milhões em e-commerces

Pesquisa inédita da Nudgy mostra que o Estrategista de Criativos já atua com orçamentos acima de US$ 1 milhão e pode elevar em 50% a eficiência de aquisição.

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A função de Creative Strategist existia antes de ter nome. Profissionais de marketing digital e e-commerce há anos tentavam preencher o espaço entre quem cria e quem analisa performance, sem que houvesse uma cadeira formal para isso. Uma pesquisa inédita realizada pela Nudgy, consultoria brasileira especializada em sistemas criativos para performance, coloca dados nessa trajetória e mostra que essa carreira já opera em escala milionária.

O levantamento aponta que o Creative Strategist pode elevar em até 50% a eficiência de operações de aquisição de clientes. Entre os respondentes no Brasil, a média do maior investimento mensal em mídia com o qual já trabalharam chega a US$ 978 mil. Outros 31,3% já atuaram em contas acima de US$ 1 milhão por mês.

Por que o Creative Strategist virou peça de crescimento

Danilo Nunes, CEO da Nudgy e pesquisador da Creator Economy, explica a origem da função. “Essa cadeira surge na mesma lógica que deu origem a papéis como o estrategista de influência e o gestor de mídia paga: uma resposta às transformações das plataformas. Na medida em que os sistemas de filtragem tornaram a segmentação cada vez mais automatizada, o ativo criativo se torna um dos maiores pontos de alavancagem ainda sob controle das marcas”, afirma.

O setor de vestuário e moda concentra a maior proporção de alto investimento por profissional: 53% dos Creative Strategists que atuam no segmento já trabalharam com valores acima de US$ 500 mil mensais. Wellness lidera em volume total, enquanto suplementação (52%), sports (46%) e apps (42%) também se destacam.

Creative Strategist e os gargalos que ele resolve

A pesquisa identificou diferenças significativas entre times com e sem um Creative Strategist dedicado. Sem o profissional ou uma consultoria externa no papel, 67% das equipes relatam falta de inteligência criativa e 83% apontam volume insuficiente de criativos para alimentar as plataformas.

Com o Creative Strategist presente, a falta de inteligência criativa cai de 50% para 20%. O desalinhamento entre times de performance e criação recua de 70% para 40%.

Leonardo Machado, pesquisador responsável pelo levantamento, resume o impacto: “Os Creative Strategists são os novos melhores amigos das lideranças que focam em performance. Eles entendem as dores, as urgências e sabem fazer o pipeline responder a elas.”

Meta Ads concentra demanda, mas atribuição avança

No que se refere a canais, o Meta Ads aparece como principal destino de produção criativa para 99,1% dos respondentes. TikTok (30,6%), YouTube (18,9%) e Pinterest (2,7%) completam o quadro.

Ana Javarini, CCO da Nudgy, observa um padrão entre as marcas de maior investimento. “Marcas que adotam plataformas de atribuição como Triple Whale, Fospha ou NorthBeam costumam ter esforços relevantes em múltiplos canais de aquisição, enquanto quem atua quase exclusivamente com Meta Ads analisa resultados pelo próprio Gerenciador de Anúncios”, explica.

Entre as marcas que investem acima de US$ 300 mil mensais, 80% já utilizam alguma dessas ferramentas de atribuição.

De onde vêm os Creative Strategists

A pesquisa mostra que esses profissionais chegam à função a partir de outras áreas criativas. Social media responde por 36% das origens, seguido por edição, design, influência e branding, que somam quase 20%. Redação e roteirização representam 18% dos casos, enquanto 16,9% vinham da gestão de mídia paga.

A demanda supera a oferta. O mercado global busca profissionais capazes de reunir criação e storytelling, domínio de performance e experimentação, gestão de projetos e entendimento da creator economy, quatro competências que raramente aparecem juntas em uma mesma formação.

Danilo Nunes aponta que o Brasil ainda está nos estágios iniciais dessa consolidação. “Depois de mais de quatro anos trabalhando no mercado internacional de creative strategy, vejo no Brasil a popularização dessa cadeira respondendo a lideranças de growth em times de marca com performance, influência com performance, ou modelos híbridos via consultoria ou agência”, afirma.

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