Sociedade

Chefe da Polícia Civil e ex-policial são presos por suspeita de envolvimento com o PCC

Um ex-estagiário do Ministério Público também foi detido; segundo o MP, o esquema previa um atentado contra um promotor e extorsão de investigados

Chefe da Polícia Civil e ex-policial são presos por suspeita de envolvimento com o PCC
Chefe da Polícia Civil e ex-policial são presos por suspeita de envolvimento com o PCC
Operação prende ex-estagiário do MP de SP, chefe de investigadores e ex-policial civil suspeitos de serem infiltrados do PCC. Créditos: Divulgação
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Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta terça-feira 9, um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP por suspeita de envolvimento com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os suspeitos estariam envolvidos em um plano para matar o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP, Amauri Silveira Filho, além de integrarem um esquema de extorsão de investigados.

Além dos três mandados de prisão temporária, a operação cumpre dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo. Um policial penal também é alvo. As ações são executadas pelas Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

O chefe de investigadores da Polícia Civil atuava na Delegacia de Investigação sobre entorpecentes (Dise) de Campinas na época em que duas operações tentavam apurar os planos de atentado contra o promotor e também um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois traficantes.

Segundo as investigações, o agente preso teria se reunido com o principal acusado do plano uma semana antes de uma operação que tinha como objetivo elucidar a tentativa de atentado, além de outros crimes ligados à facção criminosa.

Também foi apurado que o então estagiário do MP praticaria extorsão contra um dos membros da facção, em troca de informações privilegiadas e suposta proteção ao longo das investigações.

O ex-estagiário, que hoje é advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas e o ex-policial civil preso o teria ajudado no esquema.

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