Do Micro Ao Macro

54% dos brasileiros já compram itens do dia a dia no e-commerce

Dados da Fiserv e da McKinsey mostram que praticidade e preço puxam a migração do consumo de produtos essenciais para o ambiente digital, abrindo mercado para lojas especializadas

54% dos brasileiros já compram itens do dia a dia no e-commerce
54% dos brasileiros já compram itens do dia a dia no e-commerce
Pesquisa Fiserv mostra que 54% dos brasileiros preferem comprar online itens essenciais. O e-commerce de recorrência avança com praticidade e preços mais competitivos. E-commerce
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Mais da metade dos brasileiros já prefere fazer compras online, segundo a pesquisa Fiserv Insights 2026. O levantamento aponta que 54% dos consumidores optam pelo ambiente digital para adquirir produtos do dia a dia, atraídos principalmente pela praticidade, pela entrega em domicílio e por preços mais competitivos. O dado marca uma virada no comportamento de consumo: o e-commerce de recorrência saiu da margem e entrou na rotina.

A percepção de economia reforça esse movimento. Segundo o mesmo estudo, 96% dos brasileiros associam descontos ao ambiente digital, o que consolida as plataformas online como o destino preferencial para quem quer gastar menos sem abrir mão de conveniência.

Supermercado e limpeza no carrinho virtual do e-commerce

A mudança não se restringe a eletrônicos ou moda. O varejo alimentar e de produtos de limpeza sente o mesmo deslocamento. Pesquisa da McKinsey registrou que o primeiro trimestre de 2026 foi marcado pelo avanço da intenção de compra nas categorias de supermercado e itens básicos para o lar, com consumidores priorizando reposições recorrentes e planejadas.

Mauro Silveira, diretor executivo da Klivex, empresa com operação tanto no varejo físico quanto no e-commerce, observa essa mudança no perfil dos pedidos. “O cliente não quer mais perder tempo indo de loja em loja para comprar produtos de limpeza. Ele pesquisa online, compara preços e quer receber tudo em casa rapidamente. O digital deixou de ser uma alternativa e virou parte da rotina de consumo”, afirma.

Nicho e fidelização

Além do volume de compras, o que chama atenção é o tipo de loja que o consumidor procura. Silveira observa uma migração consistente em direção a e-commerces especializados. “As pessoas encontram variedade, informação e preços mais competitivos em lojas de nicho. No nosso caso, percebemos aumento na procura por produtos profissionais de limpeza para uso doméstico, porque o consumidor está mais atento à qualidade e ao rendimento dos produtos”, diz.

Esse movimento alimenta o surgimento e a consolidação de operações digitais focadas em categorias específicas, cuja proposta é combinar preço, variedade e entrega recorrente — funcionando, na prática, quase como uma reposição automática do estoque doméstico.

Físico e e-commerce lado a lado

O consumidor brasileiro não abandonou o varejo presencial. O comportamento híbrido se consolidou: parte dos compradores ainda prefere conhecer certos produtos nas prateleiras antes de adquiri-los, mas usa o ambiente digital para pesquisar avaliações, comparar valores e repor itens de uso frequente.

Para empresas que operam nos dois canais, a integração entre experiência física, conveniência digital e logística eficiente passou a ser o diferencial que define quem conquista a fidelidade desse consumidor mais exigente e orientado pelo custo-benefício.

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