Política
União Europeia oficializa veto à compra de carne brasileira
Segundo o bloco, o País não cumpriu as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária
A União Europeia (UE) publicou, nesta sexta-feira 5, um documento oficializando o Brasil como um dos países que não cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Por isso, País fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano.
A Comissão Europeia afirmou que não recebeu informações garantindo que o Brasil teria implementado, até setembro, as medidas exigidas pela legislação europeia para produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas. Na regulamentação anterior, o Brasil estava habilitado para comercializar esses produtos com o bloco.
Segundo as normas europeias, o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas. Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos e de evitar o uso desnecessário de antibióticos.
A UE é um parceiro comercial importante para o Brasil. Segundo dados do Agrosat, sistema do Ministério da Agricultura, as exportações de carnes (incluindo bovinos e carne branca) para os 27 países da UE chegaram a 1,8 bilhão de dólares em 2025, o que faz do bloco o segundo maior destino do produto. Naquele ano, o Brasil exportou 31,8 bilhões de dólares em carnes. A China aparece na primeira posição, com 9,8 bilhões de dólares.
A publicação acontece em meio ao desejo da União Europeia de enviar um sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai). O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


