Mundo
Justiça proíbe candidato da extrema-direita de usar camisa da Colômbia como símbolo político
Abelardo de la Espriella desponta com favoritismo em pesquisas sobre o segundo turno
Uma juíza proibiu o candidato de ultradireita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de utilizar a camisa da seleção colombiana de futebol como “símbolo” de seu partido político, após reclamações da esquerda em plena campanha para o segundo turno.
Iván Cepeda, candidato de esquerda e herdeiro político do presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou na segunda-feira o ultradireitista de “roubar” e se apropriar da camisa.
O segundo turno entre os dois candidatos será realizado em 21 de junho, depois que De la Espriella venceu o primeiro turno.
O excêntrico advogado de 47 anos, favorito para a Presidência segundo as pesquisas, costuma usar a camisa da seleção nacional em eventos públicos a poucos dias da Copa do Mundo da América do Norte, que começa em 11 de junho.
Determina-se a “cessação imediata e definitiva” do uso da camisa “como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer meio”, diz a decisão de um juiz de Bogotá.
Alguns dos milhões de seguidores do político conhecido como “O Tigre” usam a camisa com a cabeça do animal estampada e a acompanham com sua característica saudação militar nos comícios.
Na Colômbia, milhares de cidadãos também saem às ruas com a camisa tricolor em apoio à seleção e com entusiasmo diante do iminente início do torneio de futebol mais importante do mundo.
A politização do símbolo nacional gerou desconforto entre os seguidores da esquerda e foi aplaudida pela extrema-direita, que vê o uso da camisa como um ato de “patriotismo”.
A Colômbia disputará sua primeira partida na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Uzbequistão.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Governo colombiano retira proposta de assembleia constituinte após derrota eleitoral
Por AFP
As intenções de voto entre esquerda e extrema-direita no 2º turno da Colômbia, segundo AtlasIntel
Por CartaCapital
Candidato de extrema-direita da Colômbia promete se relacionar com os EUA ‘como nunca antes’ após apoio de Trump
Por AFP



