Economia

‘Não são legítimos’, diz chanceler sobre argumentos dos EUA para taxar o Brasil

Mauro Vieira se reuniu com representante comercial de Trump e afirmou ter contestado os motivos alegados em ameaça de tarifaço

‘Não são legítimos’, diz chanceler sobre argumentos dos EUA para taxar o Brasil
‘Não são legítimos’, diz chanceler sobre argumentos dos EUA para taxar o Brasil
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que transmitiu a insatisfação do governo Lula (PT) às autoridades dos Estados Unidos sobre a proposta de taxação de produtos brasileiros pela gestão Donald Trump.

Em entrevista nesta quinta-feira 4, o chanceler afirmou ter demonstrado aos norte-americanos que os argumentos apresentados para ameaçar um novo tarifaço “não são legítimos”. 

Vieira se reuniu em Paris com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Segundo o ministro, o Brasil já apresentou formalmente todos os dados necessários para contestar as investigações em curso.

“O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, afirmou. 

Vieira também demonstrou otimismo no avanço das negociações, lembrando que o País já superou outras crises semelhantes, como no primeiro tarifaço de Trump. 

“[Temos] um longo histórico de reuniões virtuais, presenciais, não só na área comercial, mas na questão do combate ao crime organizado, temas levantados pelo presidente Lula nas duas últimas reuniões com o presidente americano.”

O ministro das Relações Exteriores disse, no entanto, que até o momento não há previsão de um encontro entre Lula e Trump, que devem participar da cúpula do G7. Vieira lembrou ser a 11ª vez que o petista é convidado a integrar o evento, que reunirá os líderes das sete maiores economias globais e a União Europeia entre 15 e 17 de junho em Evian, na França.

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