Mundo

Hezbollah exige ‘cessar-fogo global’ e retirada israelense do Líbano

O líder do grupo armado instou o governo iraniano a interromper as negociações diretas com os israelenses, classificando as conversas como ‘farsa’ e ‘humilhação’

Hezbollah exige ‘cessar-fogo global’ e retirada israelense do Líbano
Hezbollah exige ‘cessar-fogo global’ e retirada israelense do Líbano
O líder do Hezbollah, Naim Qasem – Foto: Anwar Amro / AFP
Apoie Siga-nos no

O líder do Hezbollah, Naim Qasem, pediu um “cessar-fogo global” no Líbano e a retirada israelense do país, o que, segundo um alto funcionário do grupo pró-Irã, equivale a uma rejeição da trégua anunciada após negociações entre os dois países em Washington.

“O cessar-fogo deve ser global (…) e sem a liberdade de matar para o inimigo no Líbano”, disse o líder do Hezbollah, xeique Naim Qasem, em uma mensagem transmitida pelo canal do seu movimento Al Manar.

Enviados israelenses e libaneses realizaram a quarta rodada de negociações em Washington na quarta-feira, com a mediação dos Estados Unidos. Eles concordaram em implementar um cessar-fogo condicionado à cessação dos ataques do Hezbollah.

Um alto funcionário do Hezbollah, falando sob condição de anonimato, disse à AFP nesta quinta-feira 4 que o grupo rejeita a trégua.

O presidente libanês, Joseph Aoun, aguardava a resposta do grupo ao acordo, que ele descreveu como uma “última chance” para alcançar uma trégua abrangente.

A decisão foi comunicada “ao presidente do Parlamento, Nabih Berri”, um aliado da organização xiita, que “compartilha da mesma posição”, afirmou o alto funcionário do Hezbollah.

Qasem instou o governo a interromper “a farsa e a humilhação chamadas negociações diretas” com Israel. “Enquanto nosso povo não estiver seguro (…) os assentamentos (no norte de Israel) não estarão seguros”, acrescentou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo