Economia

As reações à sugestão de Eduardo Bolsonaro sobre Pix e Zelle, dos EUA

O deputado cassado defendeu o sistema operado por instituições privadas nos EUA como barganha na mesa de negociações com Trump

As reações à sugestão de Eduardo Bolsonaro sobre Pix e Zelle, dos EUA
As reações à sugestão de Eduardo Bolsonaro sobre Pix e Zelle, dos EUA
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Saul Loeb/AFP
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) movimentou as redes sociais nesta quinta-feira 4 após uma sugestão envolvendo o Pix e o sistema Zelle, dos Estados Unidos. Em um vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) insinua que o modelo norte-americano poderia entrar na mesa de negociação com o governo de Donald Trump para evitar um novo tarifaço.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Então, dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, disse o parlamentar cassado.

Em meio às novas ameaças de taxação ao Brasil por parte do governo Trump, a declaração de Eduardo provocou uma onda de críticas nas redes sociais.

Entre as reações negativas, o irmão de Flávio Bolsonaro (PL) foi acusado de tentar submeter o Brasil aos interesses de Washington, já que o Pix está na mira de Trump — ao mesmo tempo em que se tornou uma das bandeiras de defesa da soberania brasileira nos discursos do presidente Lula (PT), que já afirmou que não abrirá mão da ferramenta, criada e operada pelo Banco Central. 

Além disso, a comparação de Eduardo foi rechaçada pelo fato de o Zelle ser gerido por instituições privadas, sem a mesma integração universal com o sistema financeiro dos Estados Unidos e sem alcance social, como é o Pix, totalmente gratuito.

Reações

Em resposta ao vídeo de Eduardo, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusou a família Bolsonaro de “servir aos interesses americanos”.  A ex-ministra das Relações Institucionais de Lula também chamou o deputado cassado de mentiroso, ao comparar as supostas semelhanças  entre o Pix e o Zelle.

“O Pix é uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulada pelo Banco Central do Brasil. Nunca foi de Bolsonaro, que nem sabia do que se tratava quando foi perguntado sobre o assunto. E o Zelle é um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas. É nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos”, afirmou a petista em publicação no X.

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) publicou um vídeo no qual defende o Pix e acusa Flávio de articular para acabar com o modelo. 

“O Pix é uma conquista dos brasileiros. Facilitou a vida de milhões de pessoas e fortaleceu os pequenos negócios em todo o País. Defender o Pix é defender a inovação brasileira e a nossa soberania”, disse a pré-candidata ao Senado por São Paulo.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), por sua vez, reafirmou que Trump pretende “tirar o Pix” do Banco Central e, com isso, agredir a soberania nacional.

“A família Bolsonaro e Trump querem tirar o Pix do Banco Central. Querem entregar para empresas norte-americanas”, afirmou.

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