Do Micro Ao Macro

Infraestrutura tecnológica vira prioridade de investimento com o avanço da IA nas empresas

Da capacidade computacional à eficiência energética, empresas correm para adaptar ambientes e sustentar operações cada vez mais intensivas em dados

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O avanço da inteligência artificial está pressionando empresas a repensar onde e como investem em infraestrutura tecnológica. Armazenamento, capacidade computacional, eficiência energética e continuidade operacional saíram do segundo plano e passaram a ocupar o topo das decisões de tecnologia no ambiente corporativo.

O Brasil ocupa hoje uma posição de destaque nesse movimento. O país figura entre os maiores usuários de inteligência artificial do mundo, e a expansão das aplicações baseadas em IA amplia, na mesma proporção, a demanda por ambientes capazes de sustentar operações intensivas em dados e processamento.

Nilton Junior, fundador e CEO da ZoomHolding, ecossistema de empresas de tecnologia que inclui a integradora Zoomtech, descreve a mudança de perspectiva. “Hoje, a discussão envolve capacidade computacional, armazenamento, eficiência energética e continuidade operacional”, afirma. Para o executivo, a infraestrutura tecnológica deixou de ser suporte técnico e passou a fazer parte direta da trajetória de crescimento das empresas.

Automação e machine learning puxam a demanda

Áreas como automação, análise preditiva, machine learning e processamento em tempo real estão entre as que mais impulsionam a corrida por infraestrutura no mercado corporativo. A combinação de volumes maiores de dados com exigências de resposta em tempo real eleva o nível mínimo de capacidade que as operações precisam ter.

“A capacidade de sustentar aplicações de IA com eficiência e escalabilidade será determinante para a competitividade nos próximos anos”, diz Nilton. A avaliação orienta a atuação conjunta da Zoomtech com a xFusion Brasil, companhia com sede em Singapura que reforçou a presença no país com foco em ambientes de alta disponibilidade e aplicações de IA em larga escala.

Brasil atrai operações de alta performance

O país reúne fatores que o posicionam bem dentro da expansão da infraestrutura digital na América Latina: disponibilidade energética, forte presença de fontes renováveis e mercado de data centers em expansão.

Em 2025, a xFusion estruturou uma operação de manufatura em Santa Catarina, em conformidade com o Processo Produtivo Básico, o PPB. A iniciativa conta com a BRITI, Brasil Indústria de Tecnologia da Informação, que atua como provedora de serviços de manufatura eletrônica e parceira industrial, funcionando como Brazil Supply Center dentro do hub global de serviços da xFusion.

“A BRITI entra sendo responsável por etapas do processo produtivo como montagem, testes de integração e operações logísticas, contribuindo para a nacionalização de parte da cadeia produtiva e para maior eficiência no atendimento ao mercado brasileiro”, explica Nilton.

Refrigeração avançada e servidores de alto desempenho

Entre as soluções já disponíveis no país estão plataformas desenvolvidas para suportar aplicações de inteligência artificial em larga escala. A linha FusionPoD for AI inclui sistemas avançados de refrigeração e servidores voltados ao processamento de grandes volumes de dados, treinamento de modelos e operações de alta performance.

A infraestrutura tecnológica adequada para suportar IA exige, além de hardware de ponta, atenção ao consumo energético, que tende a crescer proporcionalmente à escala das operações. Esse ponto tem orientado tanto as decisões de produto quanto a escolha de localizações para instalações industriais e data centers.

Para Nilton, a próxima fase da inteligência artificial vai depender menos de quem desenvolve aplicações e mais de quem tem capacidade de sustentá-las em escala. “A próxima fase da IA será definida por quem possui infraestrutura capaz de sustentar essas operações com estabilidade e eficiência energética”, conclui o executivo.

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