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Lula faz reunião ministerial para alinhar governo antes da campanha e discutir tensão com os EUA

O encontro ocorre após nova ameaça tarifária de Washington e a poucos meses das eleições. O Planalto quer unificar discurso sobre entregas e reação às medidas norte-americanas

Lula faz reunião ministerial para alinhar governo antes da campanha e discutir tensão com os EUA
Lula faz reunião ministerial para alinhar governo antes da campanha e discutir tensão com os EUA
Reunião ministerial em 17 de dezembro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Eleições 2026

O presidente Lula (PT) reúne nesta quarta-feira 3 seus ministros no Palácio do Planalto para um encontro voltado ao alinhamento político e administrativo do governo em meio à aproximação das eleições. A reunião ocorre a pouco mais de um mês do início das restrições impostas pelo calendário eleitoral e marca a retomada das discussões internas após a reforma ministerial realizada neste ano. 

Entre os temas que devem dominar a conversa está a recente escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos. Na terça-feira 2, o governo norte-americano concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, dias depois de anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. 

Embora a pauta oficial não tenha sido divulgada, a expectativa é que Lula oriente os ministros sobre a condução do governo durante o período pré-eleitoral e a respeito da estratégia de comunicação das ações da gestão federal. A avaliação no Planalto é que será necessário ampliar a divulgação de programas e resultados do governo nos meses que antecedem a votação. 

A crise com Washington ganhou contornos eleitorais após o governo federal atribuir a ofensiva comercial norte-americana à atuação da família Bolsonaro. Lula chegou a chamar os filhos de Jair Bolsonaro (PL) de ‘imbecis’, ‘vendilhões da pátria’ e ‘traidores’.

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, afirmou ter pedido ao governo de Donald Trump que não ampliasse as tarifas sobre empresas brasileiras e defendeu futuras negociações entre os dois países caso a oposição vença a eleição. A troca de acusações reforçou a inserção do tema da relação com os Estados Unidos no debate eleitoral. 

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