Do Micro Ao Macro

4 sinais de golpe de phishing que você precisa conhecer

Ataques cresceram 40% no primeiro trimestre do ano e ficaram quase invisíveis com o uso de inteligência artificial; veja como se proteger

4 sinais de golpe de phishing que você precisa conhecer
4 sinais de golpe de phishing que você precisa conhecer
Golpes de phishing cresceram 40% em 2026 com o uso de IA. Especialista lista 4 sinais para identificar mensagens falsas antes de clicar phishing
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Os ataques de phishing cresceram 40% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Relatório Anual de Ameaças Digitais da Check Point, divulgado em abril. O dado reflete uma mudança profunda na forma como esses golpes são construídos: com o uso de inteligência artificial generativa, as mensagens fraudulentas deixaram de ter erros gramaticais grosseiros e passaram a imitar com precisão a linguagem, o tom e a identidade visual de bancos, empresas e até de pessoas conhecidas.

Identificar um phishing hoje exige menos atenção ao texto e mais atenção ao contexto. “Se antes o phishing era marcado por erros gramaticais grosseiros e promessas de heranças de príncipes distantes, atualmente é de uma sofisticação quase invisível”, afirmou Fernando Dulinski, CEO da Cyber Economy Brasil, hub que atua para elevar a maturidade cibernética no país. “Com o auxílio de IAs generativas avançadas, as mensagens fraudulentas tornaram-se impecáveis, personalizadas e extremamente persuasivas.”

Dulinski listou quatro sinais de alerta para reconhecer mensagens falsas em 2026.

1. Urgência fabricada para paralisar o raciocínio

O recurso mais usado pelos golpistas segue sendo o senso de urgência. Frases como “sua conta será bloqueada em 15 minutos” ou “atualize seus dados para evitar multas governamentais” têm um objetivo claro: provocar pânico e levar o usuário a clicar antes de pensar.

Instituições financeiras e empresas de tecnologia não operam por ultimatos enviados por mensagem. Esse tipo de pressão é, por si só, um sinal de alerta.

2. Pedidos fora do protocolo normal

Solicitações inesperadas de senhas, códigos de verificação, transferências bancárias ou instalação de ferramentas de acesso remoto são características do chamado spear phishing, modalidade direcionada a alvos específicos.

Com a facilidade de invasão de contas em redes sociais, o golpista pode assumir a identidade de um amigo ou familiar para pedir um “favor urgente”. Nenhuma instituição séria solicita dados sensíveis por canais informais sem protocolo prévio.

3. Texto perfeito demais, contexto errado

A IA eliminou praticamente os erros ortográficos que antes denunciavam os golpes. Ainda assim, as mensagens geradas sinteticamente apresentam falhas sutis: blocos de texto bem estruturados que não seguem a identidade visual da empresa, URLs com domínios falsificados, substituição de letras por números semelhantes, referências a leis ou departamentos inexistentes.

Dulinski orienta que, diante de qualquer dúvida, uma pesquisa rápida sobre o remetente ou o conteúdo citado já é capaz de desmontar a fraude.

4. A técnica ClickFix: quando o usuário executa o próprio golpe

Uma das ameaças mais recentes é o ClickFix. Nela, pop-ups ou e-mails simulam erros do navegador ou do sistema operacional, como um falso CAPTCHA ou uma suposta falha de atualização, e instruem o usuário a realizar ações manuais para “resolver o problema”.

O passo mais comum é pedir que a vítima copie e cole um comando no terminal do computador. Ao fazer isso, o usuário executa, ele mesmo, um código malicioso que entrega o controle da máquina ao invasor.

Em um ambiente onde os golpes digitais se tornaram quase perfeitos, a proteção mais eficaz contra o phishing continua sendo comportamental: parar, verificar o remetente, desconfiar de urgências e nunca realizar procedimentos técnicos fora dos canais oficiais.

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