Do Micro Ao Macro
Franquias crescem 10% no trimestre e consolidam presença em 70% dos municípios
Setor faturou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e R$ 308,4 bilhões nos últimos 12 meses, com avanço em todos os segmentos
O setor de franquias encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento de R$ 72,7 bilhões, alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita chegou a R$ 308,4 bilhões, com avanço de 10,7%. Os dados fazem parte da Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF (Associação Brasileira de Franchising) e confirmam o terceiro trimestre consecutivo com crescimento em torno de dois dígitos.
O resultado se apoia em dois movimentos simultâneos: a manutenção da renda dos trabalhadores em trajetória positiva, o que sustenta o consumo das famílias, e o aquecimento das vendas em datas sazonais do varejo.
“O setor de franquias já faz parte da vida do consumidor e do cidadão brasileiro e tem contribuído para a economia resistir aos desafios do mercado”, afirmou Tom Moreira Leite, presidente da ABF. “O crescimento consistente da receita reflete a força das marcas e dos franqueados, mas também um ambiente de consumo interno mais ativo, sustentado pelo aumento da renda e do emprego.”

Mais de 204 mil operações ativas no país
O número de unidades chegou a 204.908 ao fim de março, com adição líquida de 6.178 operações na comparação anual. No trimestre, foram abertas 3,1% mais operações e encerradas 1,6%, resultando em saldo positivo de 1,5%.
Junto à expansão das redes, o setor mantém relevância como gerador de postos de trabalho. Entre janeiro e março, as franquias responderam por aproximadamente 1,788 milhão de empregos diretos.

Alimentação lidera com alta de 22%
Todos os segmentos acompanhados pela ABF registraram crescimento no período. Alimentação, na categoria de Comercialização e Distribuição, liderou com avanço de 22%, puxado pela expansão dos mercados autônomos, operações de conveniência e redes especializadas em chocolates e cafeterias.
Saúde, Beleza e Bem-Estar veio na sequência, com alta de 18%. Farmácias com serviços ampliados, redes de cosméticos e atendimentos personalizados sustentaram o desempenho. Limpeza e Conservação registrou crescimento de 13,8%, favorecido pelo avanço das lavanderias expressas e de autosserviço, além da menor oferta de mão de obra doméstica nas grandes cidades.
“O setor consegue combinar marcas consolidadas, novos formatos de negócios e inovação operacional, mantendo forte capacidade de geração de emprego, renda e empreendedorismo pelo País”, avaliou Moreira Leite.

Lojas de rua concentram 60% das franquias
Após a pandemia, o modelo digital se estabilizou e os pontos físicos voltaram a crescer. As lojas de rua concentram 60% das operações das redes de franquias. As unidades em shoppings respondem por 17,3%, e as operações home based, por 10,3%.
O levantamento da ABF abrangeu redes que representam cerca de 35% do faturamento e 33% das operações do setor. Os dados foram auditados por empresa independente e são referência para órgãos governamentais, o World Franchise Council e a Federação Ibero-Americana de Franquias.

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



