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Marco Rubio coloca Brasil fora do grupo ‘países amigáveis’ aos EUA e cita eleições nacionais

Para o secretário de Estado de Trump, o país é exceção em uma América Latina que, segundo ele, estaria alinhada a Washington

Marco Rubio coloca Brasil fora do grupo ‘países amigáveis’ aos EUA e cita eleições nacionais
Marco Rubio coloca Brasil fora do grupo ‘países amigáveis’ aos EUA e cita eleições nacionais
Marco Rubio, o secretário de Estado dos EUA. Foto: Jim Watson/ AFP
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira 2 que o Brasil não integra o grupo de países considerados alinhados aos interesses de Washington. A declaração foi feita durante audiência no Senado norte-americano.

Ao descrever o cenário político da América Latina, Rubio disse que os Estados Unidos contam atualmente com uma ampla rede de governos parceiros na região. Em seguida, no entanto, apontou uma lista de exceções que incluiu o Brasil ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

“Agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis, mais de uma dúzia, que se alinharam para trabalhar não apenas em questões de segurança, mas também em prosperidade econômica”, afirmou. “Com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua enfrentando alguns desafios, e do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral”, acrescentou. 

Rubio também mencionou a Colômbia, dizendo que o presidente Gustavo Petro tem sido “problemático”, mas sustentou que, de forma geral, a região estaria cada vez mais alinhada aos interesses americanos. 

A fala ocorre no mesmo dia em que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial aberta em 2025. O governo americano também anunciou recentemente a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida que gerou desconforto no Palácio do Planalto. 

A declaração desta terça reforça a percepção de deterioração das relações entre Brasília e Washington nos últimos meses. O próprio Rubio é considerado um dos principais defensores da linha mais dura do governo Trump para a América Latina e participou recentemente de encontros com lideranças bolsonaristas nos Estados Unidos, incluindo reuniões que contaram com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em agenda em Goiás mais cedo, o presidente Lula (PT) chegou a mencionar Rubio em uma reação à proposta de um novo tarifaço. “Ele é anti-América Latina. É inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos”, afirmou o petista. 

Trump posta sobre Flávio

O presidente dos Estados Unidos fez uma publicação em sua rede social, a Truth Social, destacando a visita do filho de Jair Bolsonaro (PL) ao Salão Oval há uma semana. Trump postou duas fotos com Flávio e disse que ele é um “jovem inteligente que ama muito o Brasil”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução/redes sociais

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