Economia
O alerta da Câmara Americana de Comércio após ameaça de tarifaço contra o Brasil
A se confirmar a sanção, diz a Amcham, haverá aumento de custos, redução de competitividade, e novos obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais
A Câmara Americana de Comércio no Brasil advertiu, nesta terça-feira 2, que a ameaça de um novo tarifaço de 25% sobre a importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos pode não ser um episódio isolado. A Amcham disse aguardar a divulgação, nos próximos dias, do relatório de outra investigação conduzida pelos norte-americanos — ligada à compra de itens elaborados com trabalho forçado —, o que poderá resultar em mais taxas para cerca de 60 países — entre eles, o Brasil.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou a aplicação de um tarifaço de 25% sobre a importação de mercadorias brasileiras, com exceção de produtos estratégicos para os norte-americanos, entre eles a carne bovina. A decisão de aplicar a sobretaxa cabe ao presidente Donald Trump.
A se confirmar a punição, diz a Amcham, haverá aumento de custos, redução de competitividade, e novos obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais. No entanto, como o USTR fixou um prazo até 15 de julho para adotar “medidas corretivas” contra o Brasil, a Câmara de Comércio vê uma janela para evitar ou revisar as sanções.
“O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, avalia Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
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