Economia
Correios registram prejuízo de R$ 3,2 bilhões no 1º trimestre
Segundo a empresa, o resultado ficou melhor do que o esperado inicialmente e já demonstra medidas implementadas no seu plano de contenção de custos
Os Correios registraram prejuízo de 3,158 bilhões de reais no primeiro trimestre deste ano, aponta um balanço divulgado pela empresa pública no último sábado 30. Trata-se de um aumento de 83% em relação ao saldo negativo de 1,725 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.
Em todo o ano de 2025, o rombo foi de 8,5 bilhões, segundo cálculos da própria estatal. O resultado do período anterior levou a companhia a buscar um empréstimo de 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar implementar um plano de reestruturação e sair da crise.
O último ano com o primeiro trimestre no azul da empresa foi em 2022, quando foi registrado um lucro de 216,7 milhões. Nos primeiros trimestres dos anos seguintes, os resultados foram de déficit:
- 328 milhões em 2023;
- 801 milhões em 2024; e
- 1,7 bilhão em 2025.
De acordo com os Correios, o resultado ficou melhor do que o esperado inicialmente e já demonstra medidas implementadas no seu plano de contenção de custos. “O objetivo é assegurar que a empresa retome o equilíbrio econômico-financeiro e volte a apresentar resultado líquido positivo ao final de 2027, consolidando a transformação dos Correios em uma plataforma de serviços moderna, ágil e integrada à economia digital, a serviço da população brasileira”, disse a companhia.
A receita bruta de 4,04 bilhões também apresentou desempenho superior ao estimado para o trimestre, “reforçando a estabilidade operacional da empresa e a recuperação gradual da base de receitas, conforme previsto na estratégia de reestruturação”.
O balanço da companhia registra que, no primeiro semestre deste ano, houve uma queda de 2,3% na receita líquida, que somou 3,85 bilhões de reais, mas um aumento nas despesas gerais e administrativas, que saltou para 2,26 bilhões.
“Entre os fatores que impactaram o resultado, destacam-se as despesas com passivos judiciais e precatórios, que somaram R$ 1,4 bilhão, equivalente a 44% do prejuízo registrado no período”, pontuou a estatal, que diz seguir “avançando na implementação das ações estruturantes previstas no Plano de Reestruturação, incluindo medidas voltadas ao fortalecimento da saúde financeira da empresa, à modernização tecnológica da malha logística e à capacitação da força de trabalho”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



