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Decisão de Trump sobre facções não ajuda no combate ao crime, diz Alessandro Vieira

Para o relator do PL Antifacção, regras atuais e cooperação com autoridades americanas são suficientes

Decisão de Trump sobre facções não ajuda no combate ao crime, diz Alessandro Vieira
Decisão de Trump sobre facções não ajuda no combate ao crime, diz Alessandro Vieira
Relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que relatou o PL Antifacção, afirmou nesta sexta-feira 29 que a decisão do governo Donald Trump de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas é “uma decisão política” sem impacto prático no combate ao crime organizado.

Vieira disse a CartaCapital se tratar de uma forma que o governo americano utiliza para validar — na visão legal norte-americana — a intervenção militar em países soberanos”. “Não gera nenhum tipo de resultado positivo no combate efetivo ao crime, uma vez que o regramento que temos hoje e a cooperação que temos com as autoridades americanas na seara policial já são suficientes.”

A medida do governo norte-americano foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na quinta-feira 28. Segundo o comunicado, o governo Trump passou a definir as duas facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e pretende designá-las como “Organizações Terroristas Estrangeiras” a partir de 5 de junho. A determinação ocorre dois dias depois do encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca.

Ao discursar em uma cerimônia no interior de Sergipe, o presidente Lula (PT) chamou o filho de Jair Bolsonaro de “traidor” pela articulação com o governo norte-americano. O petista reconheceu que as facções são uma ameaça para a população brasileira, mas rejeitou a forma como Washington encara o tema.

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