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Câmara aprova projeto que permite a pais internarem adolescentes em comunidades terapêuticas

O texto, que contou com forte apoio do Centrão e da bancada evangélica, agora vai à análise do Senado

Câmara aprova projeto que permite a pais internarem adolescentes em comunidades terapêuticas
Câmara aprova projeto que permite a pais internarem adolescentes em comunidades terapêuticas
Pastor sargento Isidório. Foto: Câmara dos deputados
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A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica nesta quinta-feira 28, um projeto de lei que concede aos pais e responsáveis o direito de pedir a internação de adolescentes dependentes químicos em comunidades terapêuticas. O texto, que contou com forte apoio do Centrão e da bancada evangélica, agora vai à análise do Senado.

Líderes do governo apresentaram um requerimento para adiar a votação, mas a iniciativa foi rejeitada por 277 votos.

Apresentada pelo Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), a proposta altera a Lei de Drogas na parte que trata das regras para modelos de internação. Pelas novas regras, cria-se um dispositivo específico para lidar com a entrada de crianças e adolescentes nas comunidades terapêuticas.

Para os adolescentes, a proposta determina modelos de internação “assistida”, que prevê “consentimento dos pais ou responsáveis legais” e “anuência” do adolescente, ou “voluntária”, quando a internação é solicitada pelos pais.

O texto foi relatado em plenário por Fernando Máximo (PL-RO). O projeto também garante aos pais ou responsáveis a imediata internação de jovens e adolescentes, se comprovada a dependência de substâncias psicoativas, além da vulnerabilidade social, ou ameaçados de morte por traficantes e facções criminosas.

As entidades que receberão esses adolescentes precisarão garantir a frequência escolar e respeitar uma série de regras, como legitimação pelas prefeituras, governo estadual ou federal, além de separação dos pacientes adultos. Também é necessário comprovação de presença de profissionais do sistema único de assistência social, como psicólogos, assistentes sociais ou psiquiatras.

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