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PSB decide lançar Márcio França ao Senado por São Paulo
A movimentação ocorre em meio ao impasse sobre a composição da chapa liderada por Fernando Haddad (PT)
A cúpula do PSB bateu o martelo pela pré-candidatura do ex-ministro Márcio França ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano. A definição ocorreu durante reunião da executiva nacional da sigla nesta quarta-feira 27.
Apesar do acerto interno, a possível candidatura de França ainda será tema de uma conversa nesta quinta-feira 28 entre o presidente Lula (PT) e o presidente nacional do PSB, João Campos.
A movimentação ocorre em meio ao impasse sobre a composição da chapa liderada por Fernando Haddad (PT). Em outubro, os eleitores vão às urnas escolher dois senadores por estado. Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, é apontada por dirigentes como o nome mais consolidado para uma das vagas.
O alvo de disputa, portanto, é a segunda cadeira, cobiçado por França e a deputada federal Marina Silva (Rede). Para tentar acomodar os três ex-ministros na chapa, uma das opções seria oferecer a suplência à parlamentar, algo que ela refuta.
O apoio do PT a França seria uma das condições para o PSB apoiar Haddad na sua tentativa de chegar ao Palácio dos Bandeirantes.
Integrantes do PSB resistem à candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente pelo fato de ela registrar a maior rejeição dentre os pré-candidatos, de 30%, de acordo com o último levantamento do Paraná Pesquisas. Marina, por outro lado, lidera a corrida à Casa Alta na mesma sondagem, o que é utilizado por aliados dela como uma espécie de trunfo.
A articulação em favor de Marina tem sido organizada por Juliano Medeiros, dirigente nacional da federação Rede-PSOL, e Giovanni Mockus, líder da Rede em SP e aliado da ex-ministra. Eles procuraram, recentemente, PV e PCdoB, siglas federadas com o PT que ainda não estão contempladas na chapa, além do PDT, em busca de apoio.
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