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União Africana promete vacina contra cepa Bundibugyo do ebola até fim de 2026
Atualmente, as medidas para tentar conter o surto se limitam a protocolos sanitários e à rápida detecção dos casos
Uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus do ebola estará pronta até o fim do ano, afirmou, nesta quinta-feira 28, o diretor dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da União Africana.
Sem vacina nem tratamento homologado para a cepa Bundibugyo, responsável pela atual epidemia na República Democrática do Congo e em Uganda, as medidas para tentar conter o surto se limitam a protocolos sanitários e à rápida detecção dos casos.
“Podemos afirmar com certeza que, até o fim de 2026, o Africa CDC garantirá que tenhamos uma vacina e um medicamento contra a Bundibugyo”, declarou a jornalistas o diretor da entidade, Jean Kaseya.
Kaseya afirmou que mais de 1.077 casos suspeitos foram registrados desde a declaração do surto, em 15 de maio, além de 246 mortes.
Os números são ligeiramente superiores aos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que contabiliza mais de 1.000 casos suspeitos e confirmados, com 10 mortes confirmadas e 223 suspeitas atribuídas ao vírus.
Falando de Kinshasa, Kaseya afirmou que há investimentos “tanto no nível técnico quanto estratégico para garantir o desenvolvimento dessa vacina”. “Temos candidatas promissoras”, acrescentou.
Segundo ele, o Ministério da Saúde da Rússia informou na véspera que o país já desenvolveu uma vacina.
Uma integrante de sua equipe esclareceu, porém, que o imunizante russo é direcionado à cepa Zaire do vírus e que as conversas com os pesquisadores devem esclarecer por que Moscou acredita que a vacina também possa ser eficaz contra a cepa Bundibugyo.
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