Política

Hugo Motta promete discussão sobre IA em junho e defende regulação ‘sem exageros’ na Câmara

A comissão especial sobre o tema deve concluir proposta nas próximas semanas; presidente da Câmara afirma que o desafio é equilibrar liberdade, inovação e responsabilização das plataformas

Hugo Motta promete discussão sobre IA em junho e defende regulação ‘sem exageros’ na Câmara
Hugo Motta promete discussão sobre IA em junho e defende regulação ‘sem exageros’ na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Douglas Gomes/CD Presidência
Apoie Siga-nos no

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira 28 que a Casa pretende avançar ainda em junho na discussão sobre a regulamentação da inteligência artificial no Brasil.

Motta rejeitou a possibilidade de deixar a discussão para 2027. Segundo ele, a comissão especial criada para analisar o tema trabalha com a meta de apresentar um relatório até o próximo dia 9.

O presidente da Câmara citou o trabalho conduzido pelo relator Agnaldo Ribeiro (PP-PB) que tem se reunido com a sociedade civil, big techs, empresas e o Judiciário para construir o melhor texto.

O debate ocorreu na abertura do Brasília Tech Summit, evento voltado à discussão sobre regulação digital, plataformas, inteligência artificial e economia digital. O painel contou ainda com a participação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de representantes de empresas de tecnologia.

Hugo Motta (com o microfone na mão) durante debate no evento Brasília Tech Summit – foto: Vinicius Nunes

Durante o painel, Motta defendeu uma regulamentação que preserve a inovação tecnológica, mas que também estabeleça mecanismos de responsabilização para plataformas digitais e empresas do setor. Segundo ele, o Congresso precisa encontrar equilíbrio em um ambiente de rápidas transformações tecnológicas.

“É uma linha muito tênue que nós temos que perseguir”, declarou. Na avaliação do deputado, a ausência de regras pode trazer prejuízos coletivos, mas o excesso de regulação também corre o risco de inviabilizar o próprio funcionamento do setor. “Se você exagera na regulamentação, que engessa demais aquele meio, você também faz algo que no final vai ser inócuo”, afirmou.

Motta também disse que, durante muito tempo, parte do debate colocou liberdade e responsabilização como conceitos incompatíveis no ambiente digital, mas avaliou que essa percepção começou a mudar. “Hoje todos se conscientizam que é possível, sim, aliar a liberdade econômica, a liberdade política, a liberdade de opinião, a um tipo também de responsabilização sobre quem está atuando nesse meio”, disse.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo