Mundo
Sob pressão dos EUA, Cuba recorre à comunidade internacional na ONU
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou abertamente assumir o controle da ilha
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, pediu nesta terça-feira 26 à comunidade internacional ajuda urgente para evitar um desastre na ilha, que está sob bloqueio energético dos Estados Unidos, em um discurso perante o Conselho de Segurança da ONU.
“Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilize para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível”, disse Rodríguez.
“Chegou o momento da solidariedade para com Cuba”, acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou abertamente assumir o controle de Cuba e afirmou que, após a ofensiva que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela, a ilha comunista poderia ser seu próximo alvo militar.
Os cubanos sofrem há anos com duras condições econômicas, em parte devido ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos em 1962, com escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Os apagões generalizados são frequentes no país.
A situação piorou quando Trump interrompeu o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela após a queda de Maduro.
Na semana passada, Washington apertou ainda mais o cerco ao denunciar judicialmente o ex-presidente cubano Raúl Castro pela morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de um grupo anticastrista em 1996. Raúl Castro exercia então o cargo de ministro da Defesa.
Horas depois de a acusação contra ele se tornar pública, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, advertiu que os Estados Unidos estavam muito focados em mudar o sistema comunista de Cuba.
Nesta terça-feira, o chanceler cubano afirmou que a acusação tem motivações políticas e negou que Cuba represente uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, como afirma Washington.
“É uma ideia que vai contra a lógica e o senso comum”, disse ao Conselho de Segurança da ONU. “Deixem Cuba viver em paz.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



