Mundo
Peregrinos desafiam o calor no Monte Arafat durante peregrinação a Meca
As temperaturas chegam aos 40 °C e desafiam os milhares de muçulmanos que participam do evento anual
Centenas de milhares de muçulmanos rezaram nesta terça-feira 26 no Monte Arafat, ponto culminante da grande peregrinação muçulmana a Meca, sob um sol escaldante no deserto e com temperaturas de até 40 °C.
Desde o amanhecer, milhares de fiéis vestidos de branco recitavam versos do Alcorão na colina rochosa de 70 metros de altura, perto de Meca, na Arábia Saudita, onde, segundo a tradição, o profeta Maomé pronunciou seu último sermão.
Grupos de voluntários distribuíam garrafas de água, guarda-sóis e alimentos aos peregrinos que se dirigiam ao Monte Arafat.
“É uma sensação indescritível”, declarou Ahmud Abu Elezz, um engenheiro egípcio de 35 anos, ao se aproximar pela primeira vez do monte.
Mais de 1,5 milhão de pessoas participam este ano do hajj, a grande peregrinação muçulmana a Meca, apesar da incerteza sobre o fim da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã.
Mais de 30 mil iranianos viajaram para a Arábia Saudita, quase um terço dos 86 mil inicialmente previstos. A agência estatal iraniana Irna atribuiu a redução à “situação de guerra”.
Todos os muçulmanos que têm recursos para tal devem cumprir pelo menos uma vez na vida a peregrinação, um dos cinco pilares do islã e uma das maiores concentrações religiosas do mundo.
Nos últimos dias, as temperaturas chegaram a 44°C em Meca. A maioria dos rituais da peregrinação acontece ao ar livre.
Após a etapa no Monte Arafat, os peregrinos passarão a noite em Muzdalifah, onde recolherão pedras para o ritual simbólico da “apedrejamento do demônio” em Mina, que começará na quarta-feira 27.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



