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Israel anuncia deportação de presos em flotilha; ainda não há informação sobre as brasileiras detidas

Movimento social que acompanha o caso diz que não foi informado sobre a data de retorno das ativistas brasileiras nem sobre o estado de saúde delas

Israel anuncia deportação de presos em flotilha; ainda não há informação sobre as brasileiras detidas
Israel anuncia deportação de presos em flotilha; ainda não há informação sobre as brasileiras detidas
Ativistas em missão de ajuda humanitária a Gaza detidos por forças israelenses. Créditos: Foto por - / X ACCOUNT OF ISRAEL'S NATIONAL SECURITY MINISTER ITAMAR BEN GVIR / AFP
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta quinta-feira 21, a deportação de todos os ativistas estrangeiros detidos quando tentavam chegar a Gaza em uma flotilha. O grupo tem três mulheres brasileiras e, até a publicação neste texto, não havia informações concretas sobre as condições delas.

A interceptação das embarcações pelas forças israelenses aconteceu na terça-feira 18. Depois, o grupo, que tem 428 ativistas, foi levado a Israel. O caso gerou indignação internacional pelo tratamento recebido durante a detenção.

Na quarta-feira 20, um vídeo divulgado nas redes sociais do Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, mostra ativistas sendo agredidos e algemados no chão, no porto de Ashdod.

“Todos os ativistas estrangeiros da flotilha da Solidariedade com a Palestina foram deportados de Israel. Israel não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal a Gaza”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, Oren Marmorstein, nesta quinta-feira 21.

delegação brasileira tem as ativistas Beatriz Moreira, integrante do Movimento de Atingido por Barragens (MAB); Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil; e Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola.

Segundo o MAB, apesar dos anúncios de libertação, ainda não há informações oficiais sobre a chegada de Beatriz ao Brasil, nem sobre suas condições físicas e psicológicas.

“Os relatos divulgados até o momento apontam que os ativistas foram submetidos a tratamento degradante,  intimidação e agressões durante a ação militar israelense, considerada ilegal por organizações internacionais e movimentos de direitos humanos”, destacou o movimento, em nota.

O MAB afirmou que segue cobrando do Itamaraty e do governo brasileiro acompanhamento integral do caso, garantia de segurança para os brasileiros envolvidos e transparência nas informações sobre o retorno dos sequestrados. A reportagem de CartaCapital encaminhou questionamentos à pasta sobre o caso, mas não obteve respostas.

Com informações da AFP

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