Política
Presidente do PT admite recuo de Pacheco em candidatura ao governo de MG e diz que partido busca alternativas
Entre aliados de Pacheco, no entanto, ainda há a perspectiva de uma reunião entre o senador e Lula para tratar do assunto
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, admitiu nesta terça-feira 19 que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) não será candidato ao governo de Minas Gerais na disputa deste ano.
“Estávamos trabalhando com a candidatura de Rodrigo Pacheco, mas, infelizmente, ele optou por não ser candidato”, afirmou o dirigente petista, em entrevista ao podcast Warren Política, da gestora Warren Investimentos. “Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais, estamos conversando com várias lideranças. Tenho certeza de que vamos construir uma candidatura forte, com um palanque forte com o presidente em Minas”.
Entre aliados de Pacheco, no entanto, ainda há a perspectiva de uma reunião entre o senador e Lula para tratar do assunto, organizada a pedido de Edinho. O encontro dependeria da disponibilidade da agenda do presidente.
Na semana passada, conforme mostrou CartaCapital, o senador já havia sinalizado a desistência de concorrer ao Executivo mineiro durante uma conversa reservada com o dirigente partidário.
A candidatura de Pacheco era o principal plano do PT para a eleição deste ano pelo fato de o ex-chefe do Senado ter uma boa interlocução com prefeitos mineiros de diferentes espectros políticos. Mas ele vinha resistido, sob a alegação de que não embarcaria na empreitada sem uma ampla aliança com partidos de centro.
Em novembro, comunicado de que não seria escolhido por Lula para o Supremo Tribunal Federal, o senador chegou a dizer ao presidente que deixaria a vida pública em 2026 e voltaria a advogar. Na ocasião, ouviu de Lula que seria importante consultar sua base política no estado antes de decidir. Depois, fez movimentos que indicavam a intenção de concorrer, a exemplo da troca do PSD pelo PSB e das conversas com líderes do PSDB e do PDT em Minas.
Petistas no estado ficaram animados, mas esperavam gestos mais enfáticos do senador para cravar seu ingresso na disputa. Nas últimas semanas, porém, os rumores de que ele teria ajudado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na articulação contra Jorge Messias aprofundaram o distanciamento entre Pacheco e os líderes do PT em Minas.
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