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Integrantes da equipe de candidato a presidente da Colômbia são assassinados
Postulantes fazem campanha com fortes esquemas de segurança em meio a uma onda de atentados e assassinatos no país
Dois integrantes da campanha de Abelardo de la Espriella, o candidato favorito da direita para a eleição presidencial na Colômbia, foram mortos a tiros na sexta-feira 15 em uma zona rural, informaram as autoridades.
Segundo um comunicado da equipe de Espriella, o coordenador local de campanha Rogers Mauricio Devia e seu assessor Eder Fabián Cardona foram abordados na noite de sexta por quatro homens armados em motos quando se deslocavam pelo departamento de Meta (centro-leste), depois de recolher material de propaganda eleitoral.
“Os fatos são de extrema gravidade e preocupantes por si só, mas também porque acontecem no contexto eleitoral, razão pela qual afetam gravemente o exercício dos direitos políticos e a participação democrática”, afirmou a Defensoria do Povo em uma mensagem na rede sociak X.
A segurança é um tema central para a eleição presidencial de 31 de maio. O senador de esquerda Iván Cepeda — favorito segundo as pesquisas — e os principais candidatos de direita, Espriella e Paloma Valencia, denunciaram ameaças de morte.
Os três fazem campanha com fortes esquemas de segurança em meio a uma onda de atentados e assassinatos no país.
Como um dos redutos históricos das extintas Farc, Meta conta com a presença de rebeldes guerrilheiros e é um dos corredores de tráfico de cocaína no país.
Na Colômbia é habitual que os grupos armados, que se financiam com atividades ilegais como o narcotráfico e a extorsão, exerçam uma grande pressão para influenciar as eleições.
A candidata à vice-presidência de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada durante algumas horas em fevereiro por um grupo de rebeldes dissidentes do acordo de paz de 2016 que desarmou a maior parte das Farc.
Outra dissidência guerrilheira é suspeita de ter ordenado o assassinato de Miguel Uribe, candidato baleado durante um comício em Bogotá em junho do ano passado.
O crime reviveu o fantasma da violência política em um país onde vários candidatos à Presidência foram assassinados pelo narcotráfico entre as décadas de 1980 e 1990.
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