Política
As intenções de voto de Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno, em novo Datafolha
A maioria das entrevistas ocorreu antes da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado 16 aponta empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República, com 45% das intenções de voto para cada. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 1% não soube responder.
O instituto entrevistou 2.004 eleitores entre a terça-feira 12 e a quarta 13. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-00290/2026.
Na rodada anterior, de 11 de abril, havia empate técnico na projeção de segundo turno, com Flávio numericamente à frente por 46% a 45%.
Confira outros cenários de segundo turno no novo Datafolha:
Cenário 2:
- Lula (PT): 46%
- Romeu Zema (Novo): 40%
- Branco/nulo/nenhum: 13%
- Não sabem: 2%
Cenário 3:
- Lula (PT): 46%
- Ronaldo Caiado (PSD): 39%
- Branco/nulo/nenhum: 13%
- Não sabem: 2%
A maioria das entrevistas, segundo o Datafolha, ocorreu antes da revelação, pelo site The Intercept Brasil, das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Master, sobre repasses multimilionários para um filme de propaganda de Jair Bolsonaro (PL).
Depois de negar veementemente a relação com Vorcaro e até tachar de mentira a solicitação de dinheiro, Flávio admitiu o aporte de cerca de 61 milhões de reais para dar vida a Dark Horse. Negou, porém, que tenha servido para bancar a estadia do irmão Eduardo Bolsonaro no Texas.
Flávio e sua equipe insistem não divulgar o suposto contrato, mesmo depois de o deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora GOUP Entertainment negarem haver recursos do banqueiro na história. A justificativa é uma “confidencialidade” dos termos.
A “confidencialidade” também seria a razão para Flávio ter mentido em diversas oportunidades sobre sua intimidade com Vorcaro. “Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, admitiu à GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores.”
O senador, que dizia não ter contato com Vorcaro, agora afirma inclusive que podem vir a público mais conversas ou relatos de encontros com o empresário. Tudo, segundo ele, restrito ao filme sobre Jair.
As investigações sobre o esquema de fraude capitaneado pelo Master passam, assim, a mirar também o clã Bolsonaro: a PF apura, por exemplo, se o dinheiro supostamente destinado ao filme serviu para custear Eduardo nos Estados Unidos.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio também insistiu na versão de que se trata de “investimento privado”. Conforme relembrou CartaCapital, entretanto, o dinheiro de Vorcaro provém do que a PF investiga como um grande esquema de fraude financeira, turbinado com a venda de uma carteira podre ao Banco Regional de Brasília e com generosos aportes de fundos de pensão de servidores de diversos estados.
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