Economia
Senado dos EUA confirma indicado de Trump como novo integrante do Fed
Kevin Warsh se mostrou favorável a reduzir as taxas de juros, embora a alta dos preços tenha superado a meta de inflação de longo prazo
O Senado dos Estados Unidos confirmou Kevin Warsh como governador do conselho do Federal Reserve (Fed), abrindo caminho para que ele assuma a presidência do banco central ainda nesta semana, em um momento em que o país enfrenta sua inflação mais alta em três anos.
O Senado votou por 51 a 45 para confirmar a nomeação de Warsh para um mandato de 14 anos.
No fim desta semana, o Senado terá uma nova votação para decidir se Warsh assume a presidência do Fed por quatro anos, em substituição a Jerome Powell, cujo mandato está prestes a terminar.
O presidente Donald Trump critica e insulta Powell com frequência porque o Federal Reserve não reduz as taxas de juros com rapidez.
Warsh chega ao Fed no mesmo dia em que foi divulgado que a inflação nos Estados Unidos atingiu seu nível interanual mais alto desde 2023, chegando a 3,8% em abril. Houve um aumento significativo nos preços da energia e dos alimentos.
Warsh se mostrou favorável a reduzir as taxas de juros, embora a alta dos preços tenha superado a meta de inflação de longo prazo do Fed, de 2%.
O mercado de trabalho também mostrou sinais de fraqueza.
No conselho, Warsh ocupará a vaga deixada por Stephen Miran, um aliado de Trump nomeado governador em setembro para completar o mandato de Adriana Kugler, que renunciou.
Sua nomeação provocou dúvidas sobre a independência do banco, diante dos ataques sem precedentes de Trump.
Durante sua audiência de confirmação no mês passado, Warsh disse que “absolutamente não” seria um fantoche do presidente.
Em sua última entrevista coletiva como presidente, Powell anunciou sua incomum decisão de permanecer como governador. Ele falou de ameaças à independência do banco central e prometeu “manter um perfil discreto” durante a gestão de Warsh.
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