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Acusado de tentativa de assassinato de Trump se declara inocente
Cole Allen passou por audiência nesta segunda-feira
O homem da Califórnia acusado de tentar assassinar o presidente dos EUA, Donald Trump, durante um jantar de gala da imprensa em Washington no mês passado, se declarou inocente.
Cole Allen, de 31 anos, apresentou a declaração de inocência nesta segunda-feira 11 ao juiz Trevor McFadden durante uma audiência em um tribunal federal de distrito na capital norte-americana.
McFadden marcou uma audiência de acompanhamento do caso para 29 de junho.
Allen, que compareceu vestindo um macacão laranja e algemado, enfrenta quatro acusações em relação ao ataque de 25 de abril durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em um hotel no centro de Washington e pode enfrentar a prisão perpétua se for considerado culpado.
Ele é acusado de tentar assassinar o presidente, transportar uma arma de fogo e munições entre estados com a intenção de cometer um crime grave, usar uma arma de fogo durante um crime violento e agredir um agente federal.
Os advogados de Allen buscam que o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, e Jeanine Pirro, a procuradora federal para o Distrito de Columbia, sejam afastados do caso porque foram convidados para o jantar.
Segundo a investigação, este professor e engenheiro com alta formação acadêmica viajou de trem de sua casa na Califórnia até Washington com um arsenal que incluía uma escopeta, uma pistola e várias facas.
Terceira tentativa
Allen, que vivia no subúrbio de Los Angeles, havia se hospedado no hotel Washington Hilton, onde era realizada a gala. Mas ele nunca chegou a se aproximar de Trump nem do restante dos mais de 2 mil convidados ao jantar.
O presidente, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo foram retirados rapidamente do local por agentes de segurança depois que disparos foram ouvidos.
No andar de cima, Allen foi dominado e preso pelas forças de ordem quase imediatamente após forçar a passagem por um controle de segurança e efetuar um único disparo, que teria acertado o peito de um agente do Serviço Secreto, causando-lhe ferimentos leves.
Trump havia boicotado a tradicional gala durante seu primeiro mandato (2017-2021) e também em 2025, mas decidiu comparecer neste ano.
Esse ataque constitui a terceira tentativa de assassinato contra Trump, de 79 anos, em menos de dois anos.
O republicano foi alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, em 2024. Um homem armado efetuou vários disparos, matando um participante e ferindo levemente o presidente na orelha.
Alguns meses depois, outro homem armado foi preso em um campo de golfe de West Palm Beach, na Flórida, onde Trump jogava.
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