Política
Não quero guerra, quero provar que estamos certos, diz Lula sobre Trump
O petista fez uma referência às alegações dos norte-americanos para justificar o tarifaço
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira 8 ter dito a Donald Trump que o Brasil não deseja guerra com os Estados Unidos, apenas “provar que estamos certos”. Os dois se reuniram na quinta-feira 7, em Washington.
Ao discursar em um evento em Brasília sobre a ampliação de investimentos no setor de energia, Lula voltou a comentar a agenda na Casa Branca. “Disse ao presidente Trump: ‘não quero guerra com você. Sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo… Sei de tudo isso'”, declarou. “É preciso disputar comigo na narrativa. Eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que estamos certos“.
A declaração faz referência ao tarifaço imposto pelos EUA sobre a importação de produtos brasileiros. Quando anunciou a sanção, em julho do ano passado, Trump a justificou com base no que chamou de “injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil”.
Lula ainda disse ter ressaltado a Trump que esse argumento seria um “equívoco”, uma vez que a balança comercial entre os dois países é superavitária para os EUA. “Estamos trabalhando com os Estados Unidos muito seriamente, com nossos ministérios. Ontem, demos 30 dias para que resolvam a situação [das tarifas] e disse ao Trump que daqui a 30 dias a gente volta a conversar.”
Foi a segunda vez que Lula e Trump se encontraram para tratar de temas de interesse bilateral. A primeira ocorreu em outubro de 2025, na Malásia.
Desde então, os presidentes conversaram por telefone e fizeram declarações públicas sobre a relação entre os países. O telefonema mais recente aconteceu na última sexta-feira 1º.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
O foco de tensão que o encontro Lula-Trump pode ter desarmado, segundo Celso Amorim
Por Leonardo Miazzo
Trump respeita quem se mostra firme e altivo como Lula, diz ex-embaixador nos EUA
Por Leonardo Miazzo



