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Senadores pedem que Nunes Marques deixe ação sobre CPI do Master por ‘relação íntima’ com Ciro

Ciro Nogueira (PP-PI) foi um dos alvos da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã

Senadores pedem que Nunes Marques deixe ação sobre CPI do Master por ‘relação íntima’ com Ciro
Senadores pedem que Nunes Marques deixe ação sobre CPI do Master por ‘relação íntima’ com Ciro
O ministro do STF Kassio Nunes Marques. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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Os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Podemos-CE) anunciaram nesta quinta-feira 7 que pedirão que a presidência Supremo Tribunal Federal declare a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para analisar uma ação que busca obrigar o Congresso Nacional a instalar uma CPI sobre as fraudes do Banco Master.

A medida, de acordo com o emedebista, se justifica pela relação “íntima e notória” entre o magistrado e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos alvos da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã. O anúncio da ofensiva foi compartilhado em postagem nas redes sociais de Vieira, mas a solicitação ainda não foi protocolada.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Ciro é conterrâneo de Nunes Marques (os dois são naturais do Piauí) e atuou pela aprovação do magistrado no Senado após a indicação para o tribunal, em 2021. À época, Ciro se referia ao então desembargador como “nosso Kassio”. No mesmo ano, o ministro deu um voto decisivo no STF para rejeitar uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar por suposta obstrução de Justiça.

As investigações da PF apontam que o dono do Master, Daniel Vorcaro, pagava até 500 mil reais mensais ao senador. Um dos indícios apontados contra Ciro é a tentativa de aprovar, no Congresso, a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil para 1 milhão por depositante. A alteração beneficiaria o banco.

Desde quando as relações de Vorcaro com líderes do Centrão vieram à tona, parlamentares tentam instalar uma CPI no Congresso para investigar as fraudes cometidas pela instituição financeira. Mas os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resistem em dar andamento às solicitações.

Senadores até tentaram driblar as resistências e apurar o caso em comissões já abertas, como a CPMI do INSS e a do CPI do Crime Organizado, mas ambas terminaram com seus relatórios rejeitados.

Em outra frente, os congressistas recorreram ao STF para obrigá-los a criar os colegiados. O mandado de segurança do qual Nunes Marques é relator aportou no tribunal em 25 de março e, desde então, segue sem resposta. Naquele mesmo mês, o ministro Cristiano Zanin já havia barrado uma iniciativa semelhante. Como mostrou CartaCapital, o relator disse a aliados que estava descontente em ter ficado com a atribuição de decidir sobre o tema por considerar que aquele não era um “pepino” seu.

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